Bárbara Eugênia lança “TUDA”, inspirado nas pistas de dança e em histórias de amor

Após presentear os fãs com os singles “Bagunça”, “Perfeitamente Imperfeita” e “Querência”, Bárbara Eugênia lança TUDA, novo álbum na sexta-feira, dia 8 de março, no Dia Internacional da Mulher. Inspirado nas pistas de dança, histórias de amor e na vida na cidade grande no século 21, o quarto disco da cantora nascida em Niterói celebra mais de uma década de carreira.

Com 11 faixas, o disco começa com a música “Saudação”, que traz as vozes e instrumentos de: Soledad, Julia Valiengo, Mariana Bastos, Verônica Borges, Bruna Amaro, Thereza Menezes e Isadora Id, integrantes do Bloco Pagu, que exalta a igualdade de gênero e homenageia mulheres icônicas da história do Brasil.

Logo na sequência a canção “Perdi” apresenta a essência de TUDA: programações e guitarra de Dustan Gallas e a bateria eletrônica de Clayton Martin, dois velhos cúmplices da cantora na produção do disco, determinam uma realidade musical sintética que conversa tanto com a moderna música eletrônica quanto com a disco music dos anos 70 e o tecnopop da década seguinte.

A musicalidade que vai do retrô e popular ao mesmo tempo, o mundo noturno e o balanço boêmio, conduzem o ouvinte a um outro universo – dançante,  mas com pés de chinelo em piso de terra. A percussão de samba-reggae fica a cargo de Lenis Rino, Thereza Menezes, Zezinho Maracutaia aka Clayton Martin e Isadora Id.

“As Maçãs Que Vêm” é o mais próximo que o disco tem de uma balada e parece mudar mais uma vez o percurso, mas a essência latina logo chega e reúne os mesmos músicos (Davi, Dustan, Clayton e Lenis) aos synths de Cris Botarelli (do Far from Alaska) para deslizar em uma rumba apaixonante – e de tons psicodélicos.

A exemplo da música “Sol de Verano”, composição brasileira de Carlos Colla e Luís Alberto Ferri, eternizada na voz da cantora britânico-espanhola Jeanette. Além de cantar em espanhol, Bárbara apresenta em TUDA, sua primeira canção no idioma, “Por La Luz y Por Tierra” e convida a banda argentina, Onda Vaga para participar.

Em “Bagunça”, ela aproxima os extremos mostrados no disco: a latinidade bailante, a disco music retrô e quase robótica, as melodias do inerente pop oitentista – tudo se funde no dueto e parceria com Zeca Baleiro, que ainda conta com um solo de sax rasgadamente vintage por conta de Filipe Nader. Já em “Querência” começa com os pés na pista do reggaeton para depois cair numa aldeia vodu (com vocal de Iara Rennó) e mais à frente deixar o grave cair pesado – para logo suspender a gravidade e voltar à pista retrô eletrônica.

O bloco latino termina com a participação do guitarrista paraense Felipe Cordeiro, que trouxe o DJ Tide para temperar com bases eletrônicas o carimbó caribenho “Confusão”.

O disco aproxima-se do fim com a inquieta “Apaixonada Feito Gente Não”, que resume os sentimentos do disco ao se dividir em duas partes. “Foi além do que eu podia imaginar, você chegou e eu quase perdi os sentidos”, ela canta pensativa no início da canção, longe do calor da festa. Logo depois cede à dança.

TUDA enfim termina com “Eu Vim Saudar”, faixa de despedida que, apesar de eletrônica, mantém a mesma vibração de “Saudação” que abre o disco. Juntas, estas duas canções parecem ser exatamente opostas ao que o disco se propõe, mantras de introdução e encerramento que reforçam uma orientação pessoal recente de Bárbara, cada vez mais mística e espiritualmente centrada, e que despertam a surpresa no ouvinte.

Ouça o álbum aqui.