Entrevista: Vitão lança EP e quer ser um dos maiores nomes da música brasileira

Ele chegou “embrasando”, depois veio com um “caderninho” e agora já até fez o “café” pra ninguém reclamar. Provavelmente você já deve ter ouvido alguma dessas músicas do Vitão, novo nome da música nacional. Com uma mistura de rap, com hip hop, funk e r&b, ele assinou contrato com a Universal Music e já conta com milhões de views dos seus clipes da internet.

O jovem artista começou a carreira em 2016, publicando vídeos de covers no YouTube. Sua presença na internet gerou grande identificação com o público que vive conectado. Logo, ele foi descoberto pelo selo Head Media, capitaneado por José Peña, junto com os produtores Pedro Dash e Marcelinho Ferraz, onde encontrou suporte para se desenvolver como artista autoral. O selo também conta com artistas como Jão, Daye Carol Biazin.

O EP Vitão, produzido na própria Head Media por Pedro Dash, Marcelinho Ferraz e Dan Valbusa, chega para impulsionar ainda mais o alcance do jovem, para além do mundo virtual. “Meu objetivo é me tornar o maior artista pop do Brasil e, quem sabe, trilhar uma carreira internacional”, profetiza o cantor.

Confira entrevista ao Caderno Pop:

Desde o ano passado a galera vem curtindo seu som e como grande parte dos artistas, esse público vem da internet. Agora com contrato assinado, EP lançado, o Vitão tá pronto pra continuar bombando em 2019?
Com certeza, com certeza. Tem muita coisa estocada ainda, muita música feita, já gravada, pronta pra lançar assim, e que, pô, dá vontade de lançar tudo de uma vez. Se eu pudesse lançava um disco agora. Mas tem essa parada de migalha a migalha, mas enfim, vamos lançar muitos singles ainda e espero já pro fim do ano estar aí entre os maiores do Brasil.

A produção das músicas (pelo menos as mais recentes) estão sendo do Head Media. Os caras têm uma sonoridade bem diferente, usam várias coisas pra fazer sons. O que mais chamou a atenção na “loucura” dos arranjos deles?
O Head Media tem uma sonoridade muito genuína, muito única, assim. Talvez até pelo fato da galera que trampa lá e da galera que tá lá ser tipo família, se conhecerem há muitos anos já. O Pedro (Dash) e o Danilo (Valbusa), que são meus produtores eles eram da banda Cine. O Danilo era o guitarrista e o Pedro era tecladista e produtor. O Marcelo (Ferraz) também que é meu produtor e engenheiro de mix também trabalhava com o Cine, ele fazia o PA do Cine nos shows. Meu produtor de estrada também era baterista do Cine. Tipo, tá todo mundo ligado há muitos anos, então eles acabaram criando uma parada juntos que é só deles e acho que esse é o diferencial, assim.

Você fala a linguagem da galera, sem se preocupar muito com palavrão. Fala do cara que quer embrasar e conquistar a mina, mas sempre com uma postura de respeito. Na vida pessoal, você também é assim ou é mais “sossegado”?
Cara, eu sempre fui muito sossegado, sempre fui uma pessoa de poucos relacionamentos e relacionamentos duradouros. Mas sou assim, tipo gosto de embrasar, todo mundo gosta! É gostoso. Mas sim, as minhas músicas falam muito da mulher que eu falo, realmente.

Algumas das suas inspirações são Michael Jackson, Marvin Gaye e Bruno Mars. De nacional, o que curte ouvir?
Atualmente eu escuto muito do que tá rolando principalmente na cena do rap, do hip hop, do r&b, que são muitos, não consigo nem citar todos, mas da galera que é mais próxima de mim, que é amigo meu. Escuto muito Haikai, escuto muito Xamã, enfim, um pouco de tudo assim. E obviamente sempre me inspirei muito na raiz brasileira, sempre ouvi muito Djavan, sempre ouvi muito Chico, Caetano, muito Gilberto Gil. Cidade Negra também é uma banda que eu escutava muito e sempre gostei do rock nacional também. Sempre ouvi muito Charlie Brown Jr., Capital Inicial, Legião Urbana, enfim, essas coisas, e acho que acaba tudo saindo na música no fim, né.

Conta um pouquinho de como você começou a se envolver com a música. Foi na escola, na rua, com os amigos? Tudo em São Paulo?
Eu comecei a me envolver com a música inicialmente em casa mesmo, com a minha mãe. A minha mãe sempre ouviu muita música clássica desde a minha gravidez… a gravidez dela de mim, né. E sempre ouviu muito e quando eu sentava com ela no carro, em casa, em todos os lugares, eu acabava ouvindo também. No começo eu nem curtia, mas acabei pegando gosto por isso e acho que isso foi o que me iniciou, porque foi quando eu comecei a ter vontade de pegar violão, de tirar música de ouvido e acabei me iniciando nisso. Na escola também, eu estudei numa escola que teve grande influência sobre meu lado artístico, uma escola com um engajamento artístico bem forte e acabou tudo meio que ajudando pra acontecer e eu sempre quis fazer isso da vida.

Veja o clipe de “Café”: