“O artista tem que escutar o que a música e o momento pedem”, conta Giulia Be em entrevista exclusiva

Foto: Vinícius Mochizuki

Giulia Be surgiu neste ano como uma das grandes apostas do pop nacional. O primeiro single, mesmo sendo uma cantora brasileira, foi em inglês. A faixa “Too Bad” entrou para a trilha sonora da novela “O Sétimo Guardião”, atingindo várias listas das mais baixadas como iTunes e Spotity. A música também foi muito bem recebida fora do país, sendo incluída em mais de 16 playlists “New Music Friday” ao redor do mundo, entrando para o Top 50 Viral Global do Spotify.

O sucesso continuou no lançamento do segundo single, “Chega”: o vídeo da música já acumula mais de 1,7 milhão de visualizações no YouTube em apenas três meses. Em agosto, ela lançou o terceiro single, “Menina Solta”, que mesmo antes de chegar oficialmente às plataformas digitais e rádios do país, já era um potencial hit para as mais de 130 mil pessoas que curtiram a versão acústica que a cantora postou na conta pessoal do Instagram.

Isso que a carreira de Giulia só está começando. No dia 5 de outubro, a cantora faz estreia no Rock in Rio, com apresentação programada para o Palco Sunset, ao lado dos artistas Projota e Vitão. Ela também é uma das indicadas da 20ª edição do “Meus Prêmios Nick”, o maior evento da TV paga infantil, na categoria de “Revelação do Ano”.

Em uma entrevista exclusiva, Giulia contou sobre a escolha do primeiro single, carreira, composições e expectativas para o Rock In Rio.

Você largou o Direito e partiu para a música. Aliás, é uma decisão que muita gente toma quando quer buscar os sonhos. Em que momento você tomou essa decisão?

No dia 16 de setembro de 2017! Hahaha. No último Rock in Rio, eu tive a oportunidade de conhecer o guitarrista do Maroon 5 no backstage. Entre conversas eu disse a ele que cantava e ele já me chamou pra que fizesse ali com ele mesmo. Depois do nosso “dueto”, James me incentivou, dizendo que era aquilo que eu deveria fazer da vida – e aquelas poucas palavras plantaram uma semente na minha cabeça que eventualmente se transformou em uma arvore entre eu e minha faculdade — escolhi a música, e abri mão do Direito.

Quando as pessoas ouviram “Too Bad” – eu era uma dessas pessoas – ninguém imaginava que a voz era de uma cantora brasileira. De quem foi a ideia de lançar o primeiro single da sua carreira em inglês? Claro que a gente já percebeu que foi uma decisão certeira, mas as músicas seguintes foram em português. Tem mais material em inglês para sair?

Nesse caso, simplesmente aconteceu! “Too Bad”, dentre minha conturbada trajetória romântica pessoal, foi uma das primeiras escritas, e por consequência, a que ficou pronta! Eu tinha um sentimento muito forte de que a música era especial e quando ficou pronta, todos nós, junto com a gravadora, decidimos sair com o single a frente, apesar de o plano original ser sair no português. Uma coisa que aprendi nesse pouquinho tempo de carreira, é que o artista tem que escutar o que a música e o momento pedem, então adapto a minha inspiração, a letra, língua, e a melodia de acordo. E sim! Tenho algumas composições em inglês que devem ser lançadas ainda esse ano, mas seguimos com o que me parece natural.

Você ainda não saiu em turnê, mas já vai se apresentar no Rock In Rio, que é uma das maiores vitrines para todos os artistas. Já sabe o que vai rolar por lá? Já está tudo preparado?

Estou muito ansiosa! Vai ser a realização de um sonho. Apesar de ainda não ter tido uma turnê, este ano tive a oportunidade de fazer alguns shows fechados, que foram essenciais na preparação para conseguir subir no palco do Rock In Rio e também para uma futura turnê, claro. É claro que vai sempre existir aquele friozinho na barriga, né? Mas é um dos melhores sentimentos! Eu vou me apresentar no show do Projota, junto com o Vitão, no Palco Sunset; foi uma honra ser convidada para estar com esses dois artistas que admiro tanto em um festival que tem tanta importância pra mim quanto esse. O que posso adiantar é que vamos apresentar juntos a nossa versão de “Cobertor”, originalmente gravada com a Anitta, e quem sabe role até “Menina Solta”? Vamos ver… Vocês vão ter assistir ao show para saber!

Voltando um pouco para o começo do ano, quando você assinou com a Warner e lançou o primeiro single, sua carreira atingiu um outro patamar, passando para uma artista contratada, sucesso iminente, agenda cheia de entrevistas, uma rotina que, acredito, mudou bastante a sua vida. Você ainda está se acostumando a tudo isso?

Ainda estou me acostumando! Me mudei para São Paulo em função dos compromissos de trabalho, mas continuo indo bastante ao Rio, minha família mora lá, meus amigos mais antigos também, morro de saudades de todos. Tento manter uma rotina, mas está cada vez mais difícil, minha agenda está ficando cada vez mais cheia – o que eu acho ótimo. É um processo, sabia que seria assim, e estou muito feliz! Espero que seja só o começo.

“Menina Solta” fala de uma situação que rolou no Rio de Janeiro, de um cara que se apaixonou por uma menina que não dava tanta moral pra ele. As suas músicas, pelo que li em algumas entrevistas, falam mesmo de situações que aconteceram com você. Agora que você não mora mais no Rio, já tem alguma coisa de São Paulo que pode virar letra de música?

Hahaha, tanta coisa… estou aqui há um ano, pode parecer pouco tempo, mas já é suficiente para conhecer muita gente e vários lugares… Tem tanta história boa que poderia escrever sobre, mas se eu contasse agora não teria tanta graça quando virasse música 🙂

Veja o clipe de “Menina Solta”: