PRIMEIRA MÃO: Vem saber o que achamos do novo álbum da Avril Lavigne

Quando Avril Lavigne anunciou ano passado que ia lançar um novo álbum, quase cinco anos afastada dos holofotes por causa da doença de Lyme, a gente já esperava ouvir um disco que falasse sobre a luta dela. E foi quase bem isso que Avril entregou no disco “Head Above Water”, que chega às lojas e plataformas de streaming dia 15 de fevereiro. O Caderno Pop teve acesso ao álbum mais de duas semanas antes do lançamento e conta pra vocês o que achamos!

O álbum teve um time de peso na produção e composição: Stephan Moccio, Chris Baseford, Johan Carlsson, Lauren Christy, Ryan Cabrera, Travis Clark, Bonnie McKee, JR Rotem e Mitch Allan.

Em “Head Above Water”, título do sexto disco da carreira, Avril Lavigne foge do que conhecemos em “Let Go” e se aproxima mais do que ouvimos em “Under My Skin”.

O álbum abre com a faixa-título, “Head Above Water”, que conhecemos em setembro do ano passado. Na letra, Avril conta que está lutando pela vida e pede que Deus mantenha sua cabeça acima da água e não a deixe afogar.

É bem esse sentimento de luta que Avril canta no álbum. Em “Birdie”, segunda faixa, ela mantém a melancolia na letra falando sobre um passarinho que teve as asas cortadas, mas que podia continuar cantando.

Em “I Felt In Love With the Devil”, ela relata o verdadeiro inferno que passou nos últimos anos e pede que um anjo a tire de lá.

O álbum segue com “Tell Me It’s Over”, que também foi lançada como single. Na faixa, Avril deixa o sofrimento pela doença um pouco de lado e fala de relacionamento e a possibilidade de dar a volta por cima quando o amor não tem mais jeito.

Nos primeiros acordes, “Dumb Blonde” lembra o hit “Hollaback Girl”, de Gwen Stefani. É a faixa mais animada do álbum e fala sobre não ser uma mulher tola.

“It Was In Me” talvez seja a música mais sentimental do disco. Pelo menos foi a que mais gostei. Nela, Avril quer se sentir alta quando está sóbria, jovem quando está velha, em um refrão de contrapontos, mas que acaba grudando. Acho que me lembrou um pouco “Don’t Tell Me”, lá do “Under My Skin” de 2004, que falei no começo do texto.

Em “Souvenir”, Avril volta a falar de relacionamentos conturbados, sobre manter o namorado como uma lembrancinha de viagem.

“Crush” segue o baile no mesmo tom de superação. “Goddess”, só com voz e violão, agrada e retrata como é ter aquele amor que te tira do corpo.

O álbum segue com “Bigger Wow”, que possivelmente é a faixa que mais lembra a Avril de “Let Go”.

“Love Me Insane” pareceu um repeat de “Souvenir” nos primeiros segundos e mostra uma Avril apaixonada, que quer ficar doida de amor e perder a cabeça.

“Warrior” fecha o disco praticamente da mesma forma que abriu, falando da luta dos últimos anos contra o Lyme. “Porque eu sou uma guerreira, eu luto pela minha vida como um soldado… e não vou desistir, eu quero sobreviver… você não pode me desligar”.

“Head Above Water” mostra uma Avril sofrida, que venceu uma batalha e que a gente por um tempo pensou não ouvir algo novo tão cedo.

Pra quem perdeu um pouco do que aconteceu com a cantora, ela recebeu o diagnóstico da doença em dezembro de 2014. Avril apareceu na capa da People Magazine para contar sua história no início de 2015. “Eu lutei com a doença de Lyme com antibióticos e ervas por dois anos. Eu tentei ter uma vida, mas fiquei na cama a maior parte do tempo, e foi muito para cima e para baixo com dias bons e dias ruins”, disse.

“Quando você está na cama por quase dois anos, você perde massa muscular e todo o seu corpo fica fraco. Eu tive que trabalhar para melhorar minha resistência. ‘Head Above Water’ foi a primeira música que eu cantei. Eu estava sem cantar há dois anos. Eu pensei que minha voz seria fraca, acabou sendo mais forte do que nunca. O intervalo realmente foi bom para as minhas cordas vocais”, conta.

Veja o clipe de “Head Above Water”: