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A evolução do estilo musical de The Marías

Texto: Ygor Monroe
22 de abril de 2025
em Música

A trajetória musical de The Marías é marcada por uma sofisticação que escapa dos rótulos fáceis. Desde os primeiros registros em “Superclean Vol. I” até o refinamento estético de “Submarine” (2024), a banda de Los Angeles desenvolveu uma linguagem própria: bilíngue, sensual, cinematográfica e profundamente atmosférica. Composta pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, o baterista e produtor Josh Conway, o guitarrista Jesse Perlman e o tecladista Edward James, a formação encontrou na mistura de jazz, psicodelia, pop alternativo e soul latino um terreno fértil para criar um universo musical íntimo e expansivo ao mesmo tempo.

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The Marías
Photo: Bethany Vargas
A evolução do estilo musical de The Marías

A origem do grupo é tão espontânea quanto seu som: María e Josh se conheceram em um bar de Los Angeles, o Kibitz Room, onde ela se apresentava e ele, sem experiência prévia, cuidava da mesa de som. Dali em diante, a conexão musical entre os dois se desdobrou em parceria amorosa e criativa. O envolvimento afetivo entre os dois se reflete em grande parte das composições da banda, sempre atravessadas por temas como desejo, distância e devaneios.

No início, The Marías criava trilhas para projetos de televisão uma experiência que, embora não tenha se concretizado como carreira paralela, influenciou fortemente a identidade audiovisual do grupo. A atmosfera de seus álbuns e videoclipes bebe diretamente dessa sensibilidade cinematográfica, com influências que vão de Almodóvar à estética noir dos anos 1960. A sonoridade minimalista e pulsante, por sua vez, reflete o refinamento de referências como Sade, Nina Simone, Erykah Badu e Norah Jones, citadas pela vocalista, ao lado de nomes latinos como Carla Morrison e Julieta Venegas.

A dualidade entre o inglês e o espanhol nunca soou forçada. Pelo contrário: é uma extensão natural da vivência de Zardoya, criada entre Porto Rico e Atlanta, e da curiosidade sonora de seus parceiros de banda. Mesmo Josh, sem familiaridade inicial com a cultura latina, se mostrou aberto a incorporar novas texturas. O resultado é um repertório que passeia com elegância entre línguas, timbres e paisagens emocionais.

The Marías
Photo: Bethany Vargas
A evolução do estilo musical de The Marías

A virada comercial veio com o lançamento de “Hush”, em 2021, faixa que liderou a parada Billboard Adult Alternative Airplay e colocou The Marías no radar do grande público. O sucesso foi consolidado com o disco “Cinema” e a turnê subsequente, que incluiu a abertura para Halsey na Love and Power Tour. O grupo passou a ser requisitado por artistas de diferentes cenas: em 2022, colaboraram com Bad Bunny na faixa “Otro Atardecer”, do álbum “Un Verano Sin Ti”, e nos anos seguintes expandiram ainda mais suas colaborações, somando parcerias com Cuco, Tainy, Young Miko e Eyedress sempre mantendo a identidade da banda intacta, ainda que adaptável.

Com o álbum “Submarine”, lançado em 2024, The Marías mergulhou em uma estética mais soturna. A partir de faixas como “Run Your Mouth”, “Lejos de Ti”, “If Only” e “No One Noticed”, o grupo refina sua paleta sonora e explora um lirismo mais ambíguo, envolto em camadas de sintetizadores e vocais sussurrados. A direção é clara: menos sobre o amor como enredo e mais sobre os estados emocionais que ele provoca frustração, nostalgia, libertação.

O crescimento artístico da banda se refletiu também em sua presença ao vivo. Em 2025, The Marías lotou seu show no Lollapalooza e teve apresentações aclamadas no Coachella, consolidando-se como uma das bandas mais elegantes e consistentes do indie pop. A performance, conduzida com apuro técnico e visual impecável, é mais uma prova de que sua força não reside apenas nos álbuns, mas na construção de um universo sensorial coeso.

O futuro do grupo parece traçado com a mesma sensibilidade que moldou seu passado. Se o ponto de partida foi um encontro casual em um bar, a chegada parece cada vez mais próxima de um lugar de prestígio artístico onde a suavidade não é fraqueza, o silêncio pode ser político e a estética é, acima de tudo, narrativa emocional. The Marías são, hoje, uma banda que escuta antes de falar. E quando falam, cada nota vem carregada de intenções.

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Temas: The Marías

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