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“A Noiva!” revisita o mito de Frankenstein sob direção de Maggie Gyllenhaal

O mito de Frankenstein atravessa séculos porque fala de criação, abandono e desejo de pertencimento. Agora, ele ganha uma nova camada com “A Noiva!”, longa escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5). A diretora assume o risco de revisitar um dos ícones do horror clássico e transforma a criatura em ponto de partida para um romance gótico de escala ambiciosa, ambientado na Chicago dos anos 1930.

“A Noiva!” revisita o mito de Frankenstein sob direção de Maggie Gyllenhaal

A referência direta é “A Noiva de Frankenstein”, clássico que por sua vez nasceu das páginas de “Frankenstein”, de Mary Shelley. Mas o novo filme não se limita a reverenciar o passado. Há uma tentativa clara de deslocar o eixo da narrativa para a figura feminina, ampliando o espaço dramático da personagem que historicamente foi tratada como extensão do monstro.

Na trama, o monstro pede ao Dr. Euphronius que crie uma companheira. Surge então uma mulher assassinada que retorna à vida e passa a ser conhecida como a Noiva. O gesto científico, que já carrega em si uma carga ética explosiva, desencadeia romance, perseguição policial e uma tensão social que atravessa a cidade. O amor aqui é também experimento, choque e ruptura.

O elenco reforça o peso do projeto. Jessie Buckley assume o papel central como Ida, a Noiva e até mesmo Mary Shelley, num jogo metalinguístico que sugere camadas sobre autoria e criação. Christian Bale interpreta Frank, enquanto Peter Sarsgaard vive o detetive Jake Wiles. A produção ainda reúne Annette Bening, Jake Gyllenhaal e Penélope Cruz em papéis de destaque, formando um conjunto que equilibra prestígio e apelo popular.

O caminho até as telas foi turbulento. Inicialmente ligado à Netflix, o projeto acabou migrando para a Warner Bros. Pictures após divergências logísticas e orçamentárias. A troca de estúdio redefiniu o alcance da produção. O orçamento, que poderia ultrapassar a casa dos 100 milhões de dólares, foi ajustado para cerca de 80 milhões, segundo informações da imprensa especializada, mantendo ainda assim a ambição estética do longa.

As filmagens aconteceram em Nova York, com câmeras digitais certificadas para IMAX, sob direção de fotografia de Lawrence Sher. Há ainda a promessa de grandes números de dança, um detalhe que desloca o filme do terreno estritamente sombrio para algo mais operístico e performático. Essa escolha sugere que Gyllenhaal não está interessada em um exercício de estilo contido, mas em uma experiência visual ampla, pensada para a tela grande.

Na trilha sonora, a assinatura é de Hildur Guðnadóttir, que substituiu Jonny Greenwood durante a pós-produção. A presença da compositora, conhecida por criar atmosferas densas e emocionalmente inquietantes, aponta para um desenho sonoro que deve dialogar com o drama íntimo dos personagens. A artista sueca Fever Ray também contribui com duas músicas e faz uma participação no filme.

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