A era “Girl With No Face” representa o momento mais autoral e conceitual da carreira de Allie X. Lançado oficialmente em 23 de fevereiro de 2024, o terceiro álbum de estúdio da artista canadense consolida uma fase marcada por estética sombria, controle criativo absoluto e uma sonoridade profundamente conectada ao new wave e ao synth-pop dos anos 80.

Produzido ao longo de três anos de isolamento criativo, o álbum foi desenvolvido quase integralmente por Allie X, que assumiu a escrita, a concepção estética e grande parte da produção. O processo, segundo a própria artista, partiu de um exercício de reconstrução identitária, refletido tanto nas letras quanto no visual do projeto.
Do ponto de vista sonoro, “Girl With No Face” se destaca pelo uso exclusivo de equipamentos analógicos, incluindo drum machines de 1982, sintetizadores vintage e gravações sem autotune. A proposta busca um som atemporal, com referências diretas ao pós-punk, ao pop industrial e à eletrônica oitentista, resultando em um álbum de textura densa, agressiva e emocionalmente carregada.
A identidade visual reforça esse discurso. A era é marcada pelo uso de máscaras surreais e próteses, símbolos da perda de identidade e da ideia de “fuga da face”. O projeto gráfico contou com colaborações de nomes como Marcus Cooper, na fotografia, e Mia Turnbull, na criação das máscaras, ampliando o caráter artístico e performático do álbum.
As composições transitam por temas como raiva, dor, alienação e perseverança, sempre sob uma ótica fantástica e gótica. A narrativa ganha força nos singles “Black Eye”, “Girl With No Face” e “Off With Her Tits”, que ajudaram a apresentar o conceito do disco ao público e à crítica especializada.
O reconhecimento veio rapidamente. O álbum foi amplamente elogiado pela crítica internacional e entrou para a lista longa do Polaris Music Prize 2024, um dos prêmios mais relevantes da música canadense. Além disso, recebeu edições físicas cuidadosas, incluindo um vinil vermelho oxblood, com acabamento semi-brilho, encarte de letras e pôster exclusivo.
Em 31 de outubro de 2024, Allie X expandiu o projeto com a edição deluxe de “Girl With No Face”, que trouxe novos conteúdos e reforçou o alcance do álbum. A versão incluiu faixas inéditas como “Bon Voyage”, um synth-pop sombrio com inspiração em Fleetwood Mac, além de “Stay With Me”, colaboração com Tove Lo. O lançamento também contou com remixes assinados por Empress Of, Vestron Vulture e Sidewalks and Skeletons, além de itens de colecionador, como um Polaroid Book com registros dos bastidores e pôster autografado.
Paralelamente ao sucesso do álbum, Allie X confirmou o retorno ao Brasil em janeiro de 2026, como parte da “Weird World Tour”. Após sete anos longe do país, a artista fará duas apresentações no Cine Joia, em São Paulo, nos dias 17 de janeiro de 2026, com ingressos esgotados, e 18 de janeiro de 2026, data extra aberta devido à alta demanda. Os ingressos seguem disponíveis pela Sympla, com opções de Meet & Greet.
Após a passagem pelo Brasil, a turnê segue para o Reino Unido e Europa, em fevereiro de 2026, com datas em cidades como Birmingham, Londres e Antuérpia, onde Allie X atua como atração de abertura para a banda Magdalena Bay.
Nascida em Oakville, no Canadá, sob o nome Alexandra Ashley Hughes, Allie X construiu sua relevância no pop alternativo tanto como artista solo quanto como compositora para outros nomes da indústria. Ao longo da carreira, colaborou intensamente com Troye Sivan, coassinando músicas como “Youth”, “My My My!” e boa parte do álbum “Blue Neighbourhood”.
Conhecida por priorizar independência artística e controle criativo, Allie X se firmou como um ícone cult do synth-pop contemporâneo, com forte conexão com o público LGBTQ+. Sua discografia inclui projetos como “CollXtion I & II”, “Super Sunset”, “Cape God” e, agora, “Girl With No Face”, álbum que consolida sua estética, discurso e identidade artística de forma definitiva.
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