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Animação brasileira “Papaya” conquista espaço inédito no Festival de Berlim 2026

A animação “Papaya”, primeiro longa-metragem dirigido por Priscilla Kellen, acaba de conquistar um espaço inédito no cinema brasileiro. O filme integra a seleção oficial do Festival de Berlim 2026, dentro da mostra competitiva Generation KPlus, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro. Trata-se de um marco histórico, já que nunca antes um longa de animação brasileiro havia sido selecionado pelo festival alemão, um dos mais relevantes do circuito internacional.

Animação brasileira “Papaya” conquista espaço inédito no Festival de Berlim 2026

Produzido pela Boulevard Filmes, em coprodução com o Birdo Studio, Priscilla Kellen e Alê Abreu, diretor de “O Menino e o Mundo”, indicado ao Oscar em 2016, “Papaya” apresenta uma narrativa sensível e universal. A trama acompanha uma pequena semente de mamão que sonha em voar e, para evitar se enraizar, precisa seguir em constante movimento. Ao longo do percurso, a semente descobre a força transformadora de suas próprias raízes, capazes de conectar vidas, provocar encontros inesperados e desencadear mudanças profundas ao seu redor.

Com 74 minutos de duração, o filme aposta em uma experiência visual e sensorial ao dispensar diálogos. A animação combina formas bidimensionais, colagens e uma paleta visual inspirada em grafismos latino-americanos, dialogando diretamente com as obras paper-cutout de Henri Matisse. O resultado é um estilo que a própria diretora define como “Tropicalismo pós-apocalíptico”, reforçado pela participação especial da cantora Tulipa Ruiz na trilha sonora.

Além do reconhecimento artístico em Berlim, “Papaya” consolida uma trajetória internacional robusta. O filme passa a ser representado pela Best Friend Forever, empresa com sede em Bruxelas, e já tem lançamento confirmado na França em 2026, pela Gebeka Films, distribuidora responsável por títulos fundamentais da animação mundial como “Kirikou e a Feiticeira”, “Meu Amigo Totoro” e “Minha Vida de Abobrinha”. No Brasil, a distribuição ficará a cargo da Cajuína Audiovisual.

Para Priscilla Kellen, a seleção no Festival de Berlim valida a força emocional e simbólica da obra. “A ideia do filme nasceu de uma conexão profunda com a natureza e das transformações provocadas pela maternidade. Quis contar uma história sobre movimento, crescimento e a coragem de criar raízes. Estar na seleção oficial do Festival de Berlim me dá confiança de que ‘Papaya’ tocará corações ao redor do mundo”, afirma a diretora.

A produtora Letícia Friedrich, da Boulevard Filmes, também celebra o feito. “A presença de ‘Papaya’ no Festival de Berlim é histórica para a animação brasileira. Essa colaboração internacional reforça nossa crença na força universal das nossas histórias e na capacidade da animação de conectar culturas e gerações”, destaca.

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