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Anna Dalmei fala sobre carreira e como concilia atuação com direção

Anna Dalmei é uma atriz que se destaca no Brasil e no mundo afora, sendo premiada em diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido e França, chegando a receber o Leão de Bronze, em Cannes. Dessa forma, transformou-se em um nome em ascensão na cena artística brasileira e mundial. 

Com uma trajetória marcada pela versatilidade e pela sensibilidade em contar histórias, ela vem conquistando espaço tanto na frente quanto atrás das câmeras. Sua carreira é o reflexo de um talento múltiplo, que transita com naturalidade entre atuação, escrita e direção, sempre com um olhar autoral e comprometido com a potência da arte como forma de expressão e transformação.

Nos últimos anos, ela se dividiu entre atuação e direção, trazendo todo seu dom e talento para os dois âmbitos das produções independentes. Em entrevista exclusiva, ela compartilhou um pouco mais sobre sua trajetória e carreira, confira agora

Como é para você se dividir entre atuação, produção, diretora e roteirista?

Sempre trabalhei no cinema independente, e todos que trabalham nessa configuração do cinema nacional sabem que, dificilmente num projeto independente, você terá apenas uma função. É um aprendizado gigantesco, e meu professor, Thiago Carvalho, sempre disse a todos do Conservatório Internacional das Artes (CIA), onde me formei aqui no Brasil, que precisamos produzir para ser vistos. Ele também sempre diz que nós somos o mercado, e é verdade. A maior parte dos projetos que fiz parte foram projetos próprios ou de amigos próximos, então eu conciliei sempre dessa forma: quando não posso estar no set atuando, estou no set trabalhando em outras funções. Meu negócio é estar no set ou no teatro, independente da posição no projeto. E é ótimo aprender com profissionais de outras áreas também. É muito legal poder agregar conhecimento para nossa profissão!

Você já atuou em diferentes países, certo? Qual a diferença entre atuar no Brasil e fora do país?

No Brasil, tenho o elo da cultura e do sangue, afinal sou uma mulher latina e brasileira. Isso influencia muito como trabalhamos e como vemos as obras brasileiras de uma maneira geral, sob a perspectiva de ser brasileira. No exterior, existe esse estudo à mais: já que não possuo a vivência, tenho que fortalecer a pesquisa, o estudo e honrar de maneira verdadeira aquela sociedade em que estou inserida no projeto. É sempre um exercício muito interessante, e eu amo poder expandir o trabalho para outros lugares. Espero ter mais oportunidades assim futuramente.

Você participou da série “El Regreso de mi Esposo a la Grandeza”, que é totalmente em espanhol, como foi atuar em outro idioma?

Eu adorei a experiência! Atuar em um idioma diferente te dá também perspectiva de outras facetas suas que você, muitas vezes, nem conhecia! Eu amo poder explorar outras maneiras de me expressar, e como cada idioma tem sua particularidade e características, é sempre um presente ter esse tipo de oportunidade.

Você já recebeu alguns prêmios internacionais ao longo de sua carreira, como o Leão de Bronze, em Cannes, no ano passado. Qual é a sensação de receber um prêmio dessa magnitude?

Não consigo descrever muito bem a sensação porque eu acho que a ficha não cai. Às vezes me pego pensando “será que isso aconteceu mesmo comigo?”. É claro que é muito importante pro artista o reconhecimento de seu trabalho, mas nessa magnitude é sempre uma surpresa e acredito que ninguém se acostuma hahahahaha.

Quais seus próximos passos na carreira? Há algum projeto no Brasil?

Agora estamos caminhando com alguns projetos dentro da Valence, e acredito que em breve terei novidades de projetos de atuação também!

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