A linha entre o sonho e a realidade nunca foi tão tênue na carreira de Beatrice. Em seu mais novo single, “Instinto Incontrolável”, a cantora e compositora mergulha nas profundezas da paixão humana para entregar uma obra que transita entre a entrega absoluta e o desejo latente. Com uma estética que une o romantismo do dream pop à energia do universo biker, a faixa não é apenas um lançamento, mas o marco de um amadurecimento artístico que busca no passado as cores para pintar o seu presente.

A sonoridade da nova música é um tributo luxuoso aos anos 80, bebendo da fonte de ícones como Whitney Houston, Cyndi Lauper e Paula Toller. O projeto nasceu de um momento de introspecção quase cinematográfico: durante uma queda de energia, no silêncio de sua casa, Beatrice compôs a primeira canção dedicada ao seu companheiro, Allef Borges. Sob a produção de Hitch, a faixa constrói uma atmosfera etérea e nostálgica, servindo como a porta de entrada para uma fase onde a artista se sente, finalmente, em casa.
Em entrevista exclusiva ao Caderno Pop, Beatrice revela que este lançamento representa sua versão mais autêntica e segura, deixando de lado as experimentações do passado para assumir sua verdadeira identidade estética. Ela detalha como lida com a vulnerabilidade de expor sentimentos tão íntimos, a escolha consciente pela sonoridade oitenta e os planos de consolidar essa nova era através de singles consistentes, definindo este momento como uma fase “autêntica, ousada e nostálgica”.
Confira o bate papo completo:
Como vem sendo ver “Instinto Incontrolável” nas plataformas digitais?
É como ver uma parte muito íntima de mim sendo entregue ao mundo. “Instinto Incontrolável” é, até agora, a arte mais verdadeira que eu já fiz. Existe algo muito vulnerável quando você coloca no mundo uma música que carrega suas referências de infância, suas paixões, sua estética mais pessoal. Ver a música nas plataformas é especial porque é como se eu estivesse compartilhando não só uma canção, mas uma fase inteira da minha vida. É um sentimento de orgulho, mas também de entrega.
Você define este lançamento como o início de um “novo momento”. O que a Beatrice de “Instinto Incontrolável” tem de mais diferente das suas versões anteriores?
Eu acredito que essa Beatrice está muito mais alinhada com a própria sonoridade. Antes eu ainda estava experimentando caminhos, entendendo onde eu me encaixava. Agora eu sinto que não estou tentando me encaixar estou criando o meu espaço. Existe mais verdade, mais segurança estética e menos medo de assumir minhas referências oitentistas, meus sintetizadores, essa atmosfera nostálgica. É uma versão mais confiante e artisticamente consciente de quem eu sou.
A recepção do público tem sido imediata. Como você lida com a ansiedade de mostrar um projeto tão íntimo e autoral?
Sempre existe expectativa e sim, eu fico ansiosa. Eu até converso com a minha terapeuta sobre isso, porque lançar algo tão pessoal é como se expor emocionalmente. É impossível não criar expectativas. Mas ao longo dos anos eu fui aprendendo a lidar melhor com essa ansiedade. Hoje eu entendo que o controle não está na resposta do público, e sim na verdade do que eu entrego. A ansiedade ainda vem, claro, mas ela já não me paralisa ela só mostra o quanto aquilo é importante pra mim.

O que “Instinto Incontrolável” prepara para os próximos lançamentos? Podemos esperar um álbum ou EP na mesma estética?
A ideia agora é começar por singles. Quero amadurecer bem essa nova era, experimentar dentro dessa estética oitentista, expandir as possibilidades sonoras antes de fechar um projeto maior. Mas sim, existe a construção de algo mais sólido no horizonte. Um álbum precisa ter coesão, narrativa, identidade muito bem definida e eu quero que, quando ele venha, seja um trabalho extremamente consistente. “Instinto Incontrolável” é o primeiro passo dessa construção.
Se você pudesse definir essa fase da sua carreira em três palavras, quais seriam e por quê?
Autêntica porque estou fazendo exatamente o som que mora em mim desde a infância.
Ousada porque assumir uma estética oitentista, intensa e cinematográfica no cenário atual é uma escolha artística consciente.
Nostálgica porque essa fase nasce das minhas memórias, das músicas que ouvi crescendo, das emoções que moldaram minha identidade.
Essa é, sem dúvida, a fase mais conectada comigo mesma que eu já vivi.
Confira agora o novo single:
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