A banda Bebé Pacheco e Ubandu lançou nesta sexta-feira (7), no YouTube, o projeto “Bebé Pacheco e Ubandu ao vivo na Estação Ferroviária de Bauru”. Gravado em um dos cartões-postais da cidade do interior paulista, o registro reúne quatro canções inéditas inspiradas em experiências cotidianas, memórias e afetos, ao mesmo tempo em que marca o encerramento da trajetória do grupo.

Formada em 2022, a banda surgiu a partir dos encontros da cena cultural de Bauru. Após iniciar apresentações solo em feiras da cidade, a cantora e compositora Bebé Pacheco uniu-se aos músicos Ed Florindo (percussão) e Julio Calleja (guitarra). Posteriormente, o grupo ganhou o reforço de Adriel Dias (bateria) e Adriano Martins (baixo).
Inspirado no conceito africano Ubuntu — “eu sou porque nós somos” — e no álbum “Um Banda Um”, de Gilberto Gil, o quinteto desenvolveu uma identidade baseada na coletividade e na diversidade da música brasileira.
“Nosso encontro, tanto entre nós, como com o nosso público, aconteceu criando música autoral e levando-a para outros lugares. Essa sonoridade da música brasileira, diversa e plural, construída em conjunto, é o que nos une”, resume a banda.
Canções inspiradas no cotidiano
O audiovisual apresenta quatro músicas inéditas que transformam situações simples em reflexões sobre o tempo, as relações humanas e a forma como enxergamos o mundo.
Em “Manga”, Bebé parte da contemplação de uma mangueira vista da janela de casa para falar sobre a conexão entre as pessoas e a natureza.
Já “Badalada” nasceu durante uma gravação em um sítio no interior paulista, quando o som constante de um antigo relógio de parede inspirou uma reflexão sobre a passagem do tempo e o envelhecimento.
“São canções que surgiram de experiências muito simples, mas que abriram espaço para pensar sobre a vida, a memória e a maneira como enxergamos o mundo”, explica a cantora.
O repertório inclui ainda “Sustenta”, que aborda as fronteiras entre amor, desejo e idealização, e “Outra Tela”, inspirada na ausência de um morador que costumava observar o movimento da rua da varanda de casa, propondo uma reflexão sobre presença, ausência e a relação cada vez mais intensa com as telas.
Um registro para preservar a história da banda
Além de servir como cenário para as apresentações, a Estação Ferroviária de Bauru reforça a ligação do grupo com a cidade onde sua trajetória começou e evidencia a força da produção artística do interior paulista.
Embora o lançamento marque o fim da Bebé Pacheco e Ubandu, os integrantes seguirão desenvolvendo projetos individuais, levando adiante a experiência construída coletivamente.
“Nossa maior gratidão é a todas as pessoas que caminharam com a gente durante essa trajetória. Cada show, cada escuta e cada incentivo fizeram parte dessa história. Esperamos que esse registro permaneça como uma celebração de tudo o que construímos juntos”, conclui a banda.
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