Pequenas escolhas podem mudar completamente o rumo de uma história. É a partir dessa ideia que Belli constrói “Efeito Borboleta”, seu novo projeto, que chega ao público dividido em dois momentos. O primeiro deles, Efeito Borboleta: Caos, estreou com nove faixas e apresenta uma artista disposta a explorar novas camadas de sua identidade musical e pessoal.

Mais do que um novo álbum, o projeto foi pensado como uma narrativa. Ao longo das 20 músicas que serão apresentadas nos dois atos, “Caos” e “Ecos”, Belli acompanha a trajetória de uma mulher que passa pela idealização de um relacionamento, enfrenta a ruptura dessa expectativa e, posteriormente, encontra espaço para reconstruir a própria história.
O primeiro capítulo começa justamente no momento em que tudo ainda parece possível. A fantasia de um relacionamento ideal vai dando lugar à insegurança e à percepção de que algo mudou. No centro dessa virada está “O Erro Sou Eu”, faixa que representa o momento em que a construção começa a desmoronar.
Entre as nove músicas de Caos está também “Eu e Tu”, parceria com Ne-Yo e MC Daniel lançada em 2025. Agora inserida em um projeto maior, a faixa ganha outro contexto e passa a fazer parte de uma história que conecta diferentes momentos e emoções.
A composição também ocupa um espaço importante no trabalho. Belli assina cinco das nove faixas do primeiro ato e participou diretamente da construção conceitual do projeto. Insegurança, autoestima, amadurecimento emocional, desapego e amor-próprio atravessam a narrativa.
“Acho que esse é o meu trabalho mais ambicioso e completo até agora. Pela primeira vez, estou contando uma história longa, conectando músicas, visuais e conceitos dentro de um mesmo universo”, afirma a cantora.
“Homem Não Pensa” abre o novo capítulo
Escolhida para apresentar Efeito Borboleta: Caos, “Homem Não Pensa” mostra uma Belli mais provocativa e segura. A música nasceu de uma frase que a cantora costumava repetir no estúdio e acabou transformada em uma composição sobre comportamentos dentro dos relacionamentos.
“Depois de algumas reuniões com o meu time, sentimos que essa música poderia representar uma virada potente na minha carreira. Ela mostra um lado mais forte meu e consegui me expressar tanto na mensagem quanto artisticamente, com melodias, arranjos vocais e a dança, que também norteou o videoclipe”, explica.
Gravado em Los Angeles, o videoclipe de “Homem Não Pensa” já chegou ao YouTube. A dança ocupa um papel central na produção, com coreografia de Jéssi Müller. Belli, que canta e dança desde a infância, aproveita o projeto para ampliar também essa dimensão de sua identidade artística.
“A dança ajuda a traduzir emoções que, às vezes, as palavras não conseguem explicar completamente. Eu queria que o corpo também contasse essa história e, obviamente, queria mostrar mais desse meu lado dançarina”, contou a artista ao Caderno Pop.
Belli fala sobre o novo álbum ao Caderno Pop
Para acompanhar a chegada de Efeito Borboleta: Caos, Belli concedeu uma entrevista exclusiva ao Caderno Pop, na qual falou sobre o conceito do projeto, suas referências, o processo de composição e a maneira como experiências pessoais foram transformadas em narrativa.
Na conversa, a cantora também explicou por que decidiu dividir o álbum em “Caos” e “Ecos”, falou sobre a importância de “O Erro Sou Eu” dentro da história e revelou o que mudou em sua maneira de criar desde Versos e Mormaço Vol. 1.
Para Belli, a divisão em dois atos representa diferentes momentos de uma mesma transformação.“Porque eu queria mostrar que toda transformação tem duas etapas. O ‘Caos’ representa o momento em que tudo parece confuso, já ‘Ecos’ representa aquilo que permanece depois da tempestade. São as marcas, os aprendizados e a reconstrução”, explicou ao Caderno Pop.
A artista também falou sobre a presença de sentimentos reais na narrativa do álbum. Embora Efeito Borboleta conte uma história de maneira estruturada, as emoções que atravessam as músicas nasceram de experiências vividas por ela e por pessoas próximas.
“Apesar do álbum contar a história de uma forma mais narrativa, muitos dos sentimentos presentes nele vieram de experiências reais, minhas ou de pessoas próximas. Acho que todo mundo já viveu algum tipo de idealização, já criou expectativas que não se concretizaram e precisou aprender a lidar com isso. Acredito que o que existe de mais verdadeiro nesse álbum são as emoções”, afirmou.
A segunda parte do projeto, Efeito Borboleta: Ecos, está prevista para novembro. Se o primeiro ato acompanha o momento da ruptura, o capítulo final parte das consequências desse processo e caminha em direção à reconstrução.
“Nem toda perda significa um fim. Às vezes, aquilo que parece uma ruptura é justamente o início de uma transformação. Efeito Borboleta fala sobre entender que as mudanças podem ser dolorosas, mas também podem nos levar exatamente para onde precisamos estar”, completa Belli.
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