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Budah destaca força do R&B e conexão com o público

Budah é uma das vozes mais expressivas da nova geração do rap e do R&B brasileiro. Nascida em Vitória, no Espírito Santo, Brenda Rangel transformou as batalhas de rua em passaporte para os maiores festivais do país. Hoje, como Budah, coleciona colaborações de peso com nomes como Djonga, Projota, Yunk Vino, Cynthia Luz e MC Cabelinho, além de ter feito história em projetos como o “Poesia Acústica”. Sua música percorre temas de amor, cotidiano e empoderamento, sempre com a delicadeza melódica do R&B e a força lírica do rap.

Budah destaca força do R&B e conexão com o público

Depois de rodar festivais como Rock The Mountain, João Rock, Bekoo das Pretas e CENA, Budah se prepara para uma nova etapa: será a artista responsável por abrir o palco Factory no The Town 2025, no dia 6 de setembro. Antes disso, brilhou no MeliMusic, festival promovido pela plataforma de música do Mercado Livre, onde conversou com o Caderno Pop sobre sua trajetória, seu som e as expectativas para o futuro.

Com a mesma intensidade com que ocupa o palco, Budah trouxe reflexões importantes. Ao falar sobre a turnê que vem realizando, destacou: “A gente tá fazendo essa turnê muito focada nisso mesmo, de trazer a galera perto da gente, de trazer esse calor quentinho e fazer a galera olhar mais pro R&B, que eu acho que é um gênero que precisa de mais atenção. E eu acho que eu consigo entregar isso no meu show, eu fico bem orgulhosa do que a gente apresentou hoje. Não só hoje, mas em todos os lugares que a gente vai, eu acho que a galera presta atenção e consegue valorizar mais esse gênero, que eu acho que precisa de mais atenção aqui no Brasil, sabe?”

Ela reforçou que a recepção tem sido calorosa e que a caminhada ganhou força após o lançamento do seu álbum: Depois do meu álbum, a gente tem tocado em lugares muito incríveis, atingido um público muito legal, não só do rap, mas outros gêneros também, outro público, um público bem universal mesmo, porque além de rapper eu sou cantora, então acho que a galera, quando vem pro meu show, percebe isso e consegue criar essa conexão comigo.”

A autenticidade da sua construção musical também foi tema da conversa. Budah explicou de onde vem a sua sonoridade particular: “Eu acho que é muito da fonte que eu bebi durante toda a minha vida. Eu sempre escutei muito pagode, que eu acho que pra mim pagode é R&B brasileiro purinho. Tem as letras melódicas, tem uma construção bem legal de música, então eu bebi muito dessa fonte quando eu era pequena. Eu sempre escutei muito R&B, mesmo antes de saber que era R&B. Então acho que não tem como fugir muito disso na hora que eu entro no estúdio e escrevo uma música. Eu acho que é muito do que eu sempre carreguei durante toda a minha vida, então eu vou pro estúdio e sempre tento fazer algo que é meu, muito único.”

Na hora de indicar músicas para quem ainda não conhece seu trabalho, a artista foi certeira: Eu acho que ‘Púrpura’ é uma música muito universal, acho que ela transita entre o rap e o R&B ali muito bem, junto com Dela Cruz. Acho que ‘Deve Ser Horrível Ser Você’ é legal a galera ouvir porque é uma música muito pessoal. E eu recebo sempre mensagem das pessoas dizendo o quanto elas foram salvas por essa música, eu sinto que essa representatividade é muito importante pra gente hoje em dia. E ‘Maré’, que é uma das minhas preferidas, apesar de ser um afrobeat e fugir um pouco do rap, eu acho que ela tem uma mensagem muito bonita, de vida mesmo, sobre propósitos, sobre caminhadas, sobre você pensar que não é só importante a chegada, mas o caminho também que você tá trilhando. Eu acho que essas três são essenciais pra quem quer me conhecer.”

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