O palco do “The Voice Brasil” foi apenas o começo para Cesar Soares. Agora, o cantor e compositor carioca retorna ao cenário musical com o single “Planeta Marte”, uma canção vibrante que mistura a batida do axé com a energia do pop rock, e explora os altos e baixos de uma paixão.
Conversamos com o artista sobre a inspiração por trás de seu novo trabalho, o processo de criação do álbum “Encanto” e a importância de usar sua voz para representar a comunidade LGBTQIA+.
Como “Planeta Marte” marca seu retorno ao cenário pop nacional?
“Planeta Marte”, apesar de abordar uma experiência pessoal — o receio de me apaixonar de novo pela mesma pessoa e ‘tomar um fora’ novamente — é uma música alegre, com elementos de axé music e pop rock. No final das contas, ela fala de amor de uma forma que pode gerar identificação em quem já viveu algo parecido.
Qual é a mensagem principal que você gostaria que os ouvintes extraíssem da música?
A música vem de uma experiência minha de ter me apaixonado duas vezes pela mesma pessoa e ter “tomado um fora” nas duas vezes. Contudo, não é uma música dramática ou trágica. Ela fala de alguém consciente, tentando viver um amor, mas temendo passar por tudo de novo. Não sei se existe uma mensagem. Talvez haja apenas o desejo de compartilhar essa experiência musicalmente. Pode ser que algumas pessoas que tenham vivido algo parecido se identifiquem. Afinal, nem sempre o outro está preparado para lidar com as circunstâncias de um relacionamento.
O título “Planeta Marte” tem algum significado especial?
Sim, essa música tem muitos significados, principalmente no refrão. A Liniker, por exemplo, tem uma música em que cita um trecho de “Planeta Marte”, que eu escrevi para uma pessoa, sabendo da importância de Liniker para ela. Além disso, Marte é visto como o planeta vermelho, cuja cor simboliza paixão. Há outros significados que cada um poderá tirar da canção.
O projeto Vozes da Diversidade e seu trabalho em visibilidade LGBTQIA+ são muito importantes. Como suas canções buscam naturalizar a homoafetividade e dar protagonismo a essas narrativas?
Minhas canções são desdobramentos do amor, do desejo humano, do preconceito, de questões de gênero e sexualidade. Através da música, eu busco naturalizar a homoafetividade, dar visibilidade e protagonismo às narrativas da comunidade LGBT+. Eu me apresento de forma irreverente, contestadora, sensual e teatral, experimentando no corpo e na voz as fronteiras entre o masculino e o feminino. Minha arte é sobre potencializar e transformar em algo positivo o que já foi motivo de sofrimento.
Você está produzindo seu álbum “Encanto” e o show de estreia leva o mesmo nome. Qual é o significado por trás desse título?
A primeira faixa do álbum, “Encanto”, de Thays Sodré e Rodrigo Garcia, fala do surgimento de sereias das águas profundas que encantam as pessoas. Eu lembro que o Ney Matogrosso falou em uma entrevista que o artista no palco é uma sereia: ilude, encanta e seduz o público. Em meu trabalho, eu exploro os limites entre o masculino e o feminino, trazendo contrastes interiores da minha feminilidade e masculinidade. No palco, eu transformo e potencializo esses elementos. O álbum e o show falam do nascimento desse artista que se permite ser o que quiser no palco.
Quais são suas expectativas para o sucesso de “Planeta Marte” e para o seu futuro na música?
Eu acho “Planeta Marte” gostosa de ouvir, animada… espero que as pessoas gostem e a coloquem em suas playlists para dançarem e se divertirem. Embora fale de amor e de suas dores, a música possibilita “dançar” sobre esse sofrimento. Quanto ao meu futuro, espero ter mais espaço e ampliar meu público. “Planeta Marte”, que talvez seja a faixa mais animada do álbum, é apenas uma entre outras que exploram diferentes estilos e possibilidades. Meu desejo é me tornar uma boa referência para a comunidade LGBT.
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