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Cineasta Amanda Lopes oferece curso sobre Alice Guy: “Ela estava à frente do seu tempo”

Texto: Lavi Comunicação
15 de setembro de 2024
em Cinemas/Filmes, Entrevistas
Cineasta Amanda Lopes oferece curso sobre Alice Guy: "Ela estava à frente do seu tempo"
Cineasta Amanda Lopes oferece curso sobre Alice Guy: “Ela estava à frente do seu tempo”

A cineasta e professora Amanda Lopes está oferecendo um curso aprofundado sobre a pioneira do cinema, Alice Guy, e o início do cinema mundial. Alice Guy foi a primeira cineasta e roteirista de filmes ficcionais, sendo vista como uma verdadeira visionária. Contrariando o que muitos acreditam, foi uma mulher quem dirigiu a primeira ficção do mundo. Durante sua carreira de vinte anos, Alice dirigiu mais de mil filmes, administrou seu próprio estúdio e inspirou inúmeros artistas.

O curso “Formação sobre Alice Guy e o Primeiro Cinema”, cuja primeira turma inicia em 03 de junho e a segunda em 08 de junho, é voltado para todos que se interessam por cinema. Durante o curso, será abordada a vida e a carreira de Alice Guy, passando por seu papel como a primeira mulher na história do cinema a ser chefe ou diretora de um estúdio de gravação. 

O conteúdo também inclui a análise de documentários sobre Guy, além de discussões sobre os personagens femininos em seus filmes, o final de sua carreira e seu reconhecimento negado no mundo do cinema. Os interessados em saber mais sobre o curso e se inscrever, podem acessar: https://mulheresaudiovisual.com.br/produto/formacao-sobre-alice-guy/ 

“Surprise d’une maison au petit jour”, filme de 1898, dirigido por Alice Guy

Nesta entrevista exclusiva, conversamos com Amanda sobre representação das mulheres no cinema , os principais motivos para Alice Guy não ser amplamente reconhecida pela indústria e mais.

Amanda, você pode nos contar mais sobre a importância histórica de Alice Guy para o cinema e como ela influenciou as gerações futuras de cineastas?

Alice Guy , foi a primeira mulher a ter seu próprio estúdio nos EUA,  tendo sua obra tão influente quanto  D. W. Griffith 1875-1948 , e influenciou nomes como Serguei Eisenstein (1898-1948), Orson Welles (1915-1985), Martin Scorsese diz que Alice Guy-Blaché #MotherofCinema “era uma cineasta de rara sensibilidade com um olhar poético notável. Ela foi mais ou menos esquecida pela indústria que ajudou a criar”.

No dia que viria a se firmar historicamente como o dia da invenção do Cinema, com a apresentação de uma câmera que filmava e projetava filmes, e em conjunto com outra criação, a da primeira sala de cinema, em 28 de dezembro de 1895, os Lumiére realizaram outra exibição, desta vez aberta ao público, no Grand Café em Paris. O cinema acaba por se caracterizar como a exibição de um filme para diversas pessoas, ao mesmo tempo, em uma sala escura com uma tela grande e um projetor. Os nomes que aparecem nos livros didáticos como pioneiros do cinema são os irmãos Lumière, George Meliès, William Dickson, Edwin S. Porter, Thomas Edison. Na segunda década do cinema, podemos apreciar um grande desenvolvimento na linguagem cinematográfica, parte creditada à D.W. Griffith, que produziu mais de 400 filmes na Biograph e segundo o que consta na plataforma colaborativa IMDB, podemos confirmar 520 filmes creditados a ele de 1908 a 1930. 

Ela foi a primeira pessoa no mundo que escreveu, produziu e dirigiu um filme. Gaumont desenvolveu as técnicas de som e cor, ainda nos primeiros anos do nascimento do cinema. Foi a primeira a testar as novidades e se tornou uma representante comercial destes equipamentos para os possíveis novos clientes de seu empregador, muitas vezes fazendo apresentações de seus filmes. Alice dirigiu, entre 1900 e 1907, mais de 100 filmes com som sincronizado e colorido. O foco profundo e o uso da paisagem eram características da estética visual de Guy, que chegou a desenvolver histórias para encaixarem em alguma locação que achasse visualmente interessante. Na França, Alice Guy tem sua produção equiparada à Griffith, porém produziu mais filmes que ele durante sua carreira, de 1896 a 1922. Embora no site do IMDB constem apenas 449 créditos a ela como diretora, Alisson McMahan disponibilizou no site www.aliceguyblache.com, quatro listas com a filmografia de Guy, essas que foram elaboradas por ela, com base em pesquisas anteriores de estudiosos como François Lacassin, Victor Bachy e Frederique Moreau, nestas podemos constatar 1281 produções de Guy, sendo 1252 dirigidas por ela.

Cineasta Amanda Lopes. Créditos: Divulgação

Em seu curso, você aborda os personagens femininos nos filmes de Alice Guy. Como você acha que a representação das mulheres no cinema mudou desde a época de Guy até hoje?

Faremos uma retomada das teorias feministas do cinema e apresentaremos uma análise sobre dez filmes de Alice Guy. Esses filmes são: La Fée aux choux (1896), Sage Femme de Première Classe (1902), La vie du Christ (1906), Les Résultats du Feminism (1906), L’Enfante de la barricade (1906), Une Héroïne de quatre ans (1907), Madame a des Envies (1907), La Maratre (1908), Making an american citizen (1912) e Ocean Waif (1916). A seleção dos filmes foi pensada porque traz personagens mulheres representadas nas mais diferentes maneiras na sociedade da época. De idades diversas, podemos ver a representação da criança, da adolescente, da própria mulher, da mãe, da babá, esposas e madrasta, todas essas sob o olhar de Guy; selecionamos filmes de diferentes momentos da carreira de Guy e falaremos da representação dessas mulheres nas narrativas. Por essas descrições, apresentações e análises, poderemos identificar os olhares do cinema, segundo Mulvey, e também à luz das teorias feministas do cinema de Kaplan. Todos os filmes analisados estão situados no período da primeira onda feminista, na qual as mulheres ainda estavam lutando por direitos básicos, como à propriedade separada do marido, ao voto, à melhores condições de trabalho nas fábricas e também à uma maior participação na vida pública e política da sociedade. A representação das mulheres têm evoluído de um modo, mas ainda estamos distantes do que deveriam ser nossos direitos e de uma representação que realmente contemple o olhar e a realidade dessas mulheres, por isso refletir sobre os filmes e Guy é tão importante, pois veremos o quanto ela estava a frente do seu tempo.

Apesar de suas contribuições significativas, Alice Guy muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece. Quais são, em sua opinião, os principais motivos para isso e como seu curso busca reverter essa falta de reconhecimento?

As mulheres artistas passam pela história como meras sombras, isoladas umas às outras. Dado que seus feitos e criações ficaram em sua maioria sem efeito, com raras exceções absorvidas pela tradição masculina, não é possível construir retrospectivamente uma contra tradição independente. (BOVENSCHEN; ECKER, 1985, p. 32).  Enquanto pesquisadora passei 3 anos pesquisando somente Alice Guy, fiz diversos levantamentos, tenho hipóteses, e teorias sobre os motivos, mas aí convido a todos para se inscrevem no curso para que possamos juntos refletir e revertermos a essa falta de reconhecimento.

O curso oferece cotas de patrocínio para alunos de baixa renda. Você poderia nos explicar a importância dessa iniciativa e como empresas interessadas podem contribuir para apoiar esses alunos?

Sim. Os patrocinadores podem ter suas marcas divulgadas durante o curso todo e em nossa plataforma por um período de 60 dias. e as vagas serão direcionadas a pessoas de baixa renda que irão cursar nossa formação de forma totalmente gratuita. 

“La Fée aux choux”, filme de 1896, dirigido por Alice Guy

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