A Brasil Game Show 2025 confirmou aquilo que o público gamer já sabia: é o grande ponto de encontro da indústria na América Latina. Entre os dias 9 e 12 de outubro, o Distrito Anhembi, em São Paulo, se transformou em um universo de experiências digitais, ativações de marcas, lançamentos aguardados e presenças históricas, como a de Hideo Kojima, criador de “Death Stranding“.

Foram quatro dias de evento com centenas de estandes, campeonatos de esports, áreas dedicadas a desenvolvedores independentes e painéis que discutiram desde marketing até o futuro da narrativa interativa. A BGS 2025 marcou uma nova fase para a feira, não apenas pelo novo endereço, mas pelo equilíbrio entre nostalgia e inovação tecnológica.
O primeiro dia teve cara de preparação, mas já mostrou a força da feira. As áreas de teste de jogos ficaram lotadas, os estúdios independentes ganharam destaque com suas criações originais, e os painéis do BGS Talks reuniram profissionais discutindo trilha sonora, design e o papel das marcas no ecossistema gamer.
O segundo dia ampliou a escala. Naoki Hamaguchi, de Final Fantasy VII Remake, e Yoko Shimomura, compositora de “Kingdom Hearts“, participaram de painéis sobre processo criativo e longevidade de franquias, atraindo longas filas e cobertura especializada. Enquanto isso, publishers internacionais movimentaram o público com demonstrações de novos títulos e ativações de marca.
No sábado, o público tomou conta dos corredores do Anhembi. Streamers nacionais participaram de painéis sobre criação de conteúdo e monetização, transformando o evento em um grande ponto de encontro entre comunidade e influenciadores. Paralelamente, os torneios de esports ganharam ainda mais força, com transmissões ao vivo e premiações expressivas.
O BGS Cosplay reuniu milhares de inscritos e contou com o próprio Hideo Kojima como jurado. O japonês se tornou o grande símbolo da edição ao participar de sessões de perguntas e respostas e avaliar fantasias no palco principal.
O ápice com Hideo Kojima
A presença de Kojima foi o grande momento da BGS 2025. O criador participou de painéis, interagiu com o público e gerou um impacto histórico na cobertura nacional e internacional. As filas para vê-lo de perto, no entanto, geraram críticas à organização, que enfrentou problemas de comunicação durante o meet & greet. Ainda assim, a energia do público e a magnitude da presença de Kojima consolidaram o evento como um dos mais marcantes da história da BGS.
Mesmo com ausências notáveis como PlayStation e Xbox, o evento manteve força com uma série de ativações expressivas. Nintendo apresentou títulos como “Mario Galaxy“, “Donkey Kong” e “Cyberpunk 2077” para o Nintendo Switch 2, enquanto Sega e Capcom marcaram presença de forma mais discreta, mas ainda chamando atenção do público.
A Pokémon Company participou pela primeira vez com um estande próprio dedicado a Pokémon Legends: Z-A, e os estúdios independentes, apesar de posicionados nas extremidades do pavilhão, ganharam um espaço mais amplo e estruturado. O desafio continua sendo a visibilidade, mas a qualidade dos jogos apresentados reforça o peso criativo da cena indie nacional.
Entre as ativações, uma das mais elogiadas foi a do Brawl Stars, que trouxe uma proposta totalmente imersiva e conectada à cultura de rua. O estande contou com estações de gameplay, desafios temáticos como Soco Loko, Batidão do Frank e Fute Brawl, além de espaços interativos como o Mina’s Corner, que sediou concursos de cosplay, e o Brawl Truck, onde duplas competiram em sessões de Duo Showdown.
O grande momento foi o Last Chance Qualifier, com 16 equipes globais disputando vagas para o Mundial em uma arena de 5 mil m² e premiação de R$ 270 mil, transformando a BGS em palco de celebração e competição.
Ao lado, o estande de Clash Royale recriou a icônica arena do jogo, com Torres do Rei em tamanho real e batalhas entre jogadores que rendiam coroas, capas e surpresas divertidas.
Em entrevista ao Caderno Pop, Dani Medeiros, Community Manager de Brawl Stars, destacou o simbolismo da presença da marca na feira:
“Estar na BGS, maior feira de games da América Latina, com uma estrutura desse porte só reforça o quanto a Supercell acredita no poder e grandiosidade da comunidade brasileira dentro dos nossos jogos. Trazer a LCQ, uma etapa decisiva rumo ao Mundial de Brawl Stars, para o Brasil, representa mais do que um evento competitivo: é uma celebração para os nossos jogadores. Queremos que cada fã se sinta parte da comunidade e viva experiências únicas, dentro e fora da arena.”
Com público recorde e o Anhembi lotado, a BGS 2025 mostrou força, mas também revelou falhas logísticas, especialmente na comunicação e controle de fluxo. A organização precisa repensar a forma como distribui informações e gerencia grandes convidados, algo essencial para manter a experiência positiva em futuras edições. Ainda assim, o evento reafirmou sua importância como referencia global da cultura gamer.
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