Lola Young não nasceu para ser moldada. Nasceu para implodir qualquer ideia rasa do que uma artista pop britânica deveria ser em 2025. Ela escreve como quem sangra, canta como quem exorciza, e faz da vulnerabilidade o ponto mais alto de sua força. Se hoje o mundo inteiro está girando em torno de “Messy”, seu hit que liderou o topo das paradas por semanas, não é porque a faixa foi desenhada para viralizar.
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Nascida em Londres, com raízes jamaicanas, chinesas e britânicas, Lola construiu uma trajetória sem atalho. Desde a infância em Beckenham, passando pelas escolas públicas, até desembocar na BRIT School o mesmo local que revelou nomes como Adele e Amy Winehouse. Mas sua caminhada jamais foi empacotada no selo da previsibilidade. Ela venceu concursos, perdeu outros, foi moldando seu som entre microfones abertos e noites pequenas. Antes de ser descoberta, ela já se expunha inteira.
Quando assinou com a Island Records em 2019, já tinha bagagem emocional para três álbuns. E lançou, primeiro, a crueza em “6 Feet Under”, depois os ensaios mais líricos em “Renaissance”. No meio da pandemia, mesmo sem palco, Lola fez da internet um grito. Seu cover para “Together in Electric Dreams” virou vitrine no especial de Natal da John Lewis, e sua estreia no “The Late Late Show with James Corden” confirmou o que todo mundo já suspeitava: tinha algo nela que o pop não conseguia rotular.
Em 2023, o disco “My Mind Wanders and Sometimes Leaves Completely” selou sua posição como uma das compositoras mais honestas e cruas da cena britânica. Mas foi com “This Wasn’t Meant for You Anyway”, lançado em junho de 2024, que ela chutou a porta do mainstream com raiva, precisão e alma. “Messy” não é um pop de algoritmo. É um desabafo nu. E isso explica o porquê da faixa ter se tornado a mais reproduzida de uma artista britânica no mundo em 2025.
Lola se tornou a artista britânica mais jovem a alcançar o topo das paradas desde Dua Lipa com “New Rules”. E ainda cravou número 1 em países como Austrália, Irlanda e Bélgica, com destaque absoluto nas rádios alternativas dos Estados Unidos e Canadá. E como se não bastasse o domínio numérico, ela ainda encontrou tempo para colaborar com Tyler, the Creator na faixa “Like Him”, do disco “Chromakopia”, numa parceria que mostra que o respeito por ela já atravessa gêneros, públicos e estilos.
Nada disso, porém, veio sem o peso das batalhas internas. Lola fala abertamente sobre seu diagnóstico de transtorno esquizoafetivo, revelado aos 17 anos. Ela já cancelou shows por conta de cistos nas cordas vocais, já sumiu das redes, já se reinventou sem pedir licença. Em 2025, também se assumiu bissexual, ampliando ainda mais o espaço de identificação para fãs que buscam no pop algo que vá além da performance.
Agora, com um terceiro disco anunciado “I’m Only F**king Myself”, previsto para setembro, Lola parece mais afiada do que nunca. O single “One Thing” e a sequência com “Not Like That Anymore” apontam para um som ainda mais corrosivo, ainda mais honesto, ainda mais dela. É como se ela estivesse dizendo: não esperem nenhuma concessão. O que vem aí é cru, é sujo, é meu.
Lola Young não tenta agradar a indústria, nem quer caber em rótulos fáceis. Ela existe como um furacão no meio do pop pasteurizado. E se o mundo está girando em torno dela, é porque, finalmente, alguém trouxe verdade para o centro do palco.
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