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Conheça Adéla, cantora eslovaca fenômeno do alternative pop

Adéla Jergová nasceu em Bratislava em 2003 e desde cedo foi moldada para o palco. As primeiras aulas aconteceram no balé, ainda criança, em Moscou. A disciplina, a estética e a noção de performance que esse universo exige criaram uma base que hoje aparece com clareza na maneira como ela se apresenta, canta e constrói seus clipes. A virada definitiva aconteceu quando assistiu à série Hannah Montana e decidiu que queria ser cantora. A partir dali, tudo que fez teve esse destino como foco.

Conheça Adéla, cantora eslovaca fenômeno do alternative pop

A adolescência foi marcada por mudanças de país e mergulhos cada vez mais intensos no universo artístico. Viena, com o Balé Estatal, representou rigor e excelência. Londres ampliou repertório, referências e ambições. Depois, Los Angeles tornou-se seu ponto de partida definitivo para a música. Ela chegou em 2022, com 19 anos, determinada a construir uma trajetória própria. Participou do reality Dream Academy em 2023, foi eliminada logo no início e descreveu aquele período como o pior ano da vida. A eliminação, porém, teve efeito contrário ao esperado. Em vez de retraí-la, apresentou ao público uma jovem artista que transformaria frustração em linguagem, estética e maturidade artística.

Em 2024, Adéla lançou o primeiro single da carreira solo. “Homewrecked” surgiu de forma independente, mas não demorou para ultrapassar fronteiras. O impacto foi imediato, veículos de música elogiaram seu frescor, a faixa viralizou nas redes e chamou atenção de nomes importantes da cena alternativa. Grimes, um dos maiores ícones da experimentação pop atual, descobriu a música no TikTok e procurou Adéla diretamente. Dessa aproximação nasceu “MachineGirl”, lançada em fevereiro de 2025 com coprodução da própria Grimes e participação da atriz Sofia Wylie no videoclipe. O resultado consolidou Adéla como uma artista de interesse global, alguém que vibra no terreno da irreverência, do caos organizado e da ousadia sonora.

Os lançamentos seguintes reforçaram essa construção. “Superscar”, “DeathByDevotion” e o EP de estreia “The Provocateur”, lançado em 2025 pelas gravadoras Capitol Records e Polydor, posicionaram Adéla entre os nomes mais estimulantes do alternative pop naquele ano. A crítica destacou o uso de harmonias intricadas, a escrita hiper-pessoal, o olhar provocativo sobre sensualidade e a confiança artística que raramente aparece em estreias tão jovens. Veículos de moda e música começaram a apontá-la como uma artista que não pede licença para ocupar espaço. O leitor percebe aqui por que muitos profissionais já descrevem Adéla como uma estrela em formação.

O impacto visual também contribuiu para essa escalada. O clipe de “SexOnTheBeat”, lançado junto ao EP, trouxe participação de Christina Aguilera e ampliou a percepção de que Adéla tem domínio total sobre sua própria narrativa. Cada release parece calculado para revelar uma camada nova, sempre com a mesma assinatura ousada que mistura pop, synth-pop e elementos eletrônicos. Ela cita Beyoncé e Lady Gaga como influências diretas, referências que ecoam na forma como trabalha teatralidade, presença e vocais, mas o resultado final é uma identidade própria, turbinada por um apetite provocador que cresce a cada lançamento.

Em outubro de 2025, ela deu início à turnê The ProvocaTour, a primeira da carreira. A fase seguinte promete ser ainda maior. Em abril de 2026, Adéla abrirá a turnê It’s Not That Deep de Demi Lovato, com datas em cidades como Charlotte, Orlando, Atlanta, Nashville, Washington, Nova York, Chicago e Los Angeles. Essa rota coloca a artista diante de um público massivo e altamente conectado, o que transforma cada show em oportunidade direta de expansão. É exatamente neste ponto que a projeção para 2026 se fortalece. Uma artista jovem, com repertório elogiado, estética marcante, apoio de nomes influentes e visibilidade crescente em mercados estratégicos está posicionada para ganhar tração acelerada.

Existe talento, narrativa, ambição, consistência e, acima de tudo, identidade. Adéla pertence a uma nova geração de artistas que entendem o pop como um espaço de invenção e liberdade. Cada faixa, cada clipe, cada aparição pública funciona como peça de um quebra-cabeça que aponta para o mesmo destino. Adéla está pronta para se tornar um dos grandes nomes de 2026. E, quando isso acontecer, quem acompanhou o desenvolvimento desde agora vai lembrar deste momento: o instante em que uma artista eslovaca começou a transformar o alternative pop em palco próprio.

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