A TV Globo estreou na última segunda-feira (12), sua nova novela das sete, “Coração Acelerado”, que chega ao ar como a 103ª produção da faixa e substituta de “Dona de Mim”. Criada por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, a trama aposta em uma narrativa fortemente conectada ao universo do sertanejo contemporâneo, com foco em mulheres que buscam espaço, voz e autonomia em um mercado historicamente dominado por homens.
No centro da história está Agrado Garcia, interpretada por Isadora Cruz, uma cantora e compositora que construiu sua trajetória em caravanas musicais ao lado da mãe, Janete, vivida por Letícia Spiller, e da madrinha Zuzu, papel de Elisa Lucinda. Criada em palcos improvisados e praças do interior, Agrado carrega como referência afetiva a obra de Marília Mendonça, símbolo de uma geração que abriu caminho para mulheres no sertanejo.
O ponto de partida da novela acontece quando João Raul, personagem de Filipe Bragança e ídolo conhecido como “Mozão do Brasil”, publica uma mensagem misteriosa nas redes sociais perguntando onde estaria a garota do seu passado. A revelação de que sua carreira foi inspirada por uma menina que conheceu ainda criança em um show de talentos movimenta a trama e coloca Agrado novamente em seu radar.
Em paralelo, a jovem conhece Eduarda Rasa, vivida por Gabz, funcionária de uma lanchonete que também sonha com a música. As duas acabam formando a dupla As Donas da Voz, enfrentando preconceito, interesses comerciais e disputas de bastidores comandadas por Roney Soares, empresário interpretado por Thomás Aquino, e por Naiane, a influenciadora digital vivida por Isabelle Drummond, que se envolve com João Raul como parte de uma estratégia de marketing articulada por sua mãe, a poderosa empresária Zilá, papel de Leandra Leal.
A estreia de “Coração Acelerado” chamou atenção pelo forte apelo emocional e musical. Um dos momentos mais comentados do primeiro capítulo foi a homenagem a Marília Mendonça, exibida por meio de imagens de arquivo da cantora interpretando “Eu Sei de Cor” para uma multidão. A cena foi construída de forma sensível e alinhada ao discurso central da novela, que valoriza a presença feminina no sertanejo.
A abertura também se destacou pelo tom vibrante e contemporâneo, apresentando o universo da trama com imagens solares e ritmo ágil. A escolha da música “Olha Onde Eu Tô”, de Ana Castela, reforça o diálogo com o público atual e amplia a conexão da novela com o cenário real da música sertaneja.
Nos bastidores, a produção investiu em uma abordagem musical inédita para a faixa das sete. A Globo encomendou 15 músicas originais interpretadas pelo próprio elenco, incluindo Filipe Bragança, Isadora Cruz e Gabz, todas pensadas para integrar a narrativa e também circular nas plataformas digitais e nas rádios. A primeira delas, “Fora do Compasso”, lançada em outubro de 2025 em parceria com Maiara e Maraisa, já indicava o tom híbrido entre dramaturgia e indústria fonográfica.
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