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Crítica: “56 Dias” (56 Days)

Texto: Ygor Monroe
19 de fevereiro de 2026
em Amazon Prime Video, Resenhas/Críticas, Séries, Streaming

Relacionamentos intensos costumam ser vendidos como trilha sonora de filme indie, algo entre olhares demorados e promessas feitas no escuro. Em “56 Dias”, o romance é apresentado como experimento químico. Dois corpos entram na equação, mentiras são adicionadas à mistura e, no fim, o que sobra é um cadáver em decomposição dentro de uma banheira de luxo.

Crítica: "56 Dias" (56 Days)
Crítica: “56 Dias” (56 Days)

A adaptação do livro de Catherine Ryan Howard constrói sua narrativa a partir de uma estrutura fragmentada que alterna presente e passado. No presente, um corpo irreconhecível é encontrado no apartamento sofisticado de Oliver Kennedy, jovem milionário recém-chegado a Boston. No passado, cinquenta e seis dias antes, acompanhamos o encontro aparentemente casual entre Oliver e Ciara Wyse em um supermercado. O acaso aqui é suspeito desde o primeiro olhar.

A série criada por Lisa Zwerling e Karyn Usher aposta em uma dinâmica de sedução marcada por pequenas fissuras. Oliver parece seguro demais. Ciara observa demais. Ele convida para um documentário sobre a Apollo 11, escolhe um bar escondido, ensaia espontaneidade. Ela carrega uma bolsa com o logotipo da NASA, trabalha com tecnologia, aparenta ingenuidade. Tudo soa como encenação cuidadosamente ensaiada.

A narrativa deixa claro desde cedo que estamos diante de um relacionamento transacional. A paixão é veloz, física, quase impulsiva. Mas o roteiro faz questão de inserir ruídos. Uma licença de motorista com sobrenome diferente. Um telefonema tenso no banheiro. Uma mulher misteriosa alertando que Oliver não é quem parece. E, como contraponto, a revelação de que Ciara também guarda camadas que ultrapassam a fachada de jovem recém-chegada à cidade.

O recurso de alternar a investigação policial com os primeiros dias do casal pretende criar suspense, mas também revela um problema estrutural. A série insiste em esconder informações que o espectador já suspeita. O mistério não está em saber que há mentiras, e sim em entender a profundidade delas. Ainda assim, a montagem por vezes retarda revelações de forma artificial, como se o silêncio fosse mais importante que o impacto dramático.

A dupla de detetives, interpretada por Karla Souza e Dorian Missick, conduz a investigação com diálogos que tentam equilibrar leveza e tensão. No entanto, suas vidas pessoais recebem um espaço que dilui o ritmo da trama principal. O foco deveria ser o jogo psicológico entre Oliver e Ciara. É ali que pulsa a verdadeira tensão.

Dove Cameron constrói uma Ciara calculada, observadora, sempre dois passos à frente do que aparenta. Seu desempenho evita a caricatura da jovem ingênua envolvida por um sedutor manipulador. Avan Jogia entrega um Oliver que alterna charme e ameaça com naturalidade desconcertante. A química entre os dois sustenta a série mesmo quando o roteiro decide prolongar demais determinadas situações.

A obra dialoga com thrillers eróticos contemporâneos que exploram obsessão e intimidade como território perigoso. A comparação com The Couple Next Door surge de forma orgânica. Em ambos os casos, o sexo é ferramenta narrativa, não simples provocação. Ele expõe vulnerabilidades e revela intenções ocultas.

Visualmente, a série aposta em ambientes modernos, frios e minimalistas. O apartamento de Oliver funciona como extensão simbólica do personagem. Limpo, organizado, sofisticado e absolutamente impessoal. A decomposição do corpo na banheira contrasta com essa estética impecável. A podridão moral rompe a superfície polida.

O título carrega força conceitual. Cinquenta e seis dias são suficientes para construir uma intimidade que parece eterna ou para arquitetar um plano meticuloso. O tempo aqui é cúmplice. Cada encontro, cada mentira, cada gesto calculado contribui para um desfecho inevitável. “56 Dias” provoca frustração em alguns momentos pela maneira como administra suas revelações. Ainda assim, mantém interesse ao explorar a ideia de que o amor pode ser apenas estratégia bem executada. Quando confiança vira moeda de troca, o romance se transforma em armadilha.

No fim, a pergunta que sustenta a série é direta e incômoda. Quem estava realmente no controle dessa história desde o primeiro encontro no supermercado?

“56 Dias”
Criação
: Lisa Zwerling e Karyn Usher
Elenco: Dove Cameron, Avan Jogia, Dorian Missick, Karla Souza
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: Avan JogiaCríticaDorian MissickDove CameronKarla SouzaResenhaReview

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