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Crítica: “A Cela dos Milagres” (La Celda de los Milagros)

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Entre grades, promessas e silêncios, algumas histórias nascem com a missão de arrancar lágrimas. Outras tentam repetir a fórmula e esquecem que emoção não se copia, se constrói. “A Cela dos Milagres” parte de um material que já provou sua força em outras versões, mas esbarra justamente naquilo que transforma drama em experiência: tempo, profundidade e verdade.

Crítica: "A Cela dos Milagres" (La Celda de los Milagros)
Crítica: “A Cela dos Milagres” (La Celda de los Milagros)

A premissa é poderosa. Um pai dedicado, preso por um crime que não cometeu, luta para provar a própria inocência enquanto a filha precisa amadurecer cedo demais. É o tipo de enredo que naturalmente mobiliza o público. A injustiça é um combustível dramático potente, especialmente quando atravessa laços familiares. O problema aqui não está na história em si, mas na forma como ela é conduzida.

Trata-se de um remake que bebe diretamente da versão turca inspirada no fenômeno sul-coreano que conquistou plateias ao redor do mundo. Só que, ao contrário da construção cuidadosa que fazia o espectador mergulhar na relação entre pai e filha, esta adaptação opta por atalhos. Em pouco mais de uma hora e meia, conflitos surgem e se resolvem sem que haja espaço para sedimentar vínculos. A emoção é apressada, e emoção apressada raramente floresce.

A sensação é de assistir a um filme incompleto, como se cenas essenciais tivessem sido deixadas na ilha de edição. Faltam camadas nas relações dentro da prisão, faltam nuances nos guardas, falta densidade na conexão entre o diretor do presídio e os detentos. O que deveria ser um microcosmo humano, cheio de contradições e afetos inesperados, vira cenário funcional. Tudo acontece porque o roteiro precisa que aconteça.

O relacionamento entre pai e filha, que deveria ser o coração pulsante da narrativa, não alcança a intensidade esperada. A química entre os personagens não amadurece diante do público. Alguns símbolos que em outras versões carregavam significado emocional são substituídos por elementos que não encontram o mesmo peso simbólico. O resultado é um drama que pede lágrimas, mas não oferece o percurso necessário para merecê-las.

Há ainda escolhas narrativas que fragilizam o impacto final. Reviravoltas importantes surgem sem contexto sólido, dependendo quase que da memória afetiva de quem já conhece a história em outra roupagem. Para quem chega sem essa bagagem, as lacunas ficam evidentes. Quando o público precisa preencher sozinho os buracos do roteiro, algo falhou na construção.

Isso não significa ausência total de qualidades. O elenco entrega empenho, e há momentos isolados de sensibilidade. Omar Chaparro assume um registro mais contido, buscando vulnerabilidade no olhar e na postura corporal. Sofía Álvarez traz doçura à filha que tenta entender um mundo injusto demais para sua idade. Mariana Calderón e Natália Reyes complementam o núcleo dramático com dignidade. Ainda assim, atuação não substitui estrutura.

“A Cela dos Milagres” acaba se tornando um exemplo de um problema recorrente no cinema comercial latino-americano contemporâneo: acreditar que repetir uma história de sucesso é suficiente para reproduzir seu impacto. Mas sentimento não é franquia, não se replica em escala industrial. Ele exige construção, tempo e coragem para adaptar, e não apenas copiar.

O filme toca em temas universais como injustiça, amor paterno e resistência, mas não consegue aprofundá-los. Fica a impressão de uma obra que queria emocionar intensamente, porém se contentou com a superfície. E, quando se fala de uma narrativa sobre inocência e sacrifício, superfície é pouco.

“A Cela dos Milagres”
Direção
: Ana Lorena Pérez Ríos
Elenco: Mariana Calderón, Natália Reyes, Omar Chaparro, Sofía Álvarez
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

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Temas: CríticaMariana CalderónNatália ReyesOmar ChaparroResenhaReviewSofía Álvarez

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