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Crítica: “A Virgem da Pedreira” (La Virgen de la Tosquera)

Texto: Ygor Monroe
28 de março de 2026
em Cinemas/Filmes, HBO Max, Resenhas/Críticas, Streaming

Sob um sol que parece nunca dar trégua e em um tempo em que o mundo adulto começava a desmoronar silenciosamente, “A Virgem da Pedreira” constrói seu universo a partir de desejos juvenis que queimam por dentro tanto quanto o calor do verão argentino.

Crítica: "A Virgem da Pedreira" (La virgen de la tosquera)
Crítica: “A Virgem da Pedreira” (La virgen de la tosquera)

Ambientado às vésperas da crise de 2001, o filme dirigido por Laura Casabé encontra sua força na observação de um cotidiano aparentemente simples, mas carregado de tensões invisíveis. Natalia, interpretada por Dolores Oliverio, atravessa esse período como quem flutua entre o tédio e a inquietação. Existe uma melancolia constante em sua presença, como se cada gesto carregasse um peso que ela ainda não sabe nomear.

A narrativa se desenrola com calma, quase como um verão que se estende além do esperado. Conversas à beira da piscina, cigarros compartilhados, olhares que dizem mais do que palavras. O filme entende o tempo da adolescência, esse espaço onde tudo parece urgente e ao mesmo tempo suspenso, onde um amor não correspondido pode assumir proporções devastadoras.

A figura de Diego funciona mais como símbolo do que como personagem. Ele é o objeto de desejo, o centro de uma disputa silenciosa que revela muito sobre as relações entre essas jovens. Quando Silvia entra em cena, deslocando esse equilíbrio, o filme ganha uma camada mais complexa. A rivalidade feminina aqui não é caricata, ela é construída com nuances, atravessada por inseguranças, descobertas e frustrações.

Visualmente, a obra aposta em uma fotografia que valoriza a luz natural e a sensação de calor constante. A pedreira, com suas águas quase míticas, surge como espaço de fuga e transformação. Existe algo de ritualístico nesse cenário, como se ele guardasse segredos antigos prontos para emergir.

É nesse ponto que o filme dá um passo além. A aproximação com o sobrenatural surge de forma sutil, quase como uma extensão do estado emocional da protagonista. Os ensinamentos da avó Rita introduzem uma dimensão que flerta com o místico, mas sem romper completamente com o realismo. O fantástico aparece mais como metáfora do que como ruptura, traduzindo sentimentos que não encontram outra forma de expressão.

Essa escolha funciona em grande parte do tempo, especialmente por manter a coerência com o tom estabelecido. Ainda assim, o desfecho poderia explorar com mais intensidade as consequências desse mergulho no desconhecido. Fica a sensação de que o filme se aproxima de algo poderoso, mas recua antes de atingir seu ápice completo.

O contexto social também permeia a narrativa, ainda que de forma discreta. A crise econômica se insinua no cotidiano, reforçando a ideia de um mundo em transição. A instabilidade externa dialoga com o turbilhão interno das personagens, criando um pano de fundo que amplia o impacto emocional da história.

“A Virgem da Pedreira” se estabelece como um retrato sensível de amadurecimento, desejo e frustração. Um filme que encontra beleza no desconforto e transforma o calor do verão em combustível para uma narrativa íntima e inquieta. Entre silêncios, olhares e pequenos gestos, constrói uma experiência que permanece mesmo depois que a tela escurece.

“A Virgem da Pedreira”
Direção
: Laura Casabé
Elenco: Dolores Oliverio, Agustín Sosa, Candela Flores, Dady Brieva, Fernanda Echevarría, Isabel Bracamonte, Luisa Merelas
Disponível em: HBO Max

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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Temas: Agustín SosaCandela FloresCríticaDady BrievaDolores OliverioFernanda EchevarríaIsabel BracamonteLuisa MerelasResenhaReview

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