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Crítica: “Agentes Muito Especiais”

Texto: Ygor Monroe
15 de janeiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

O riso surge como estratégia de sobrevivência quando o mundo insiste em reduzir corpos e identidades a estereótipos. É nesse território, entre a piada escancarada e o afeto genuíno, que se constrói a experiência de rir também como ato de afirmação. A comédia, quando bem direcionada, deixa de funcionar como fuga e passa a operar como comentário social, ainda que travestida de pastelão, perseguições atrapalhadas e personagens maiores que a própria narrativa.

Crítica: "Agentes Muito Especiais"
Crítica: “Agentes Muito Especiais”

“Agentes Muito Especiais” nasce desse lugar. Um filme que entende o humor popular como ferramenta de comunicação direta, mas que carrega uma camada emocional mais profunda, sustentada por sua origem e por quem o idealizou. A trama acompanha Jeff e Johnny, dois agentes que jamais foram vistos como prioridade dentro da corporação. O preconceito aparece cedo, não como denúncia explícita, mas como motor narrativo. Provar competência se torna mais urgente do que cumprir a missão, e essa inversão ajuda a explicar boa parte das escolhas exageradas que o roteiro abraça.

A infiltração em uma penitenciária e o contato com o temido “Bando da Onça” funcionam como gatilho para uma sucessão de confusões que dialogam diretamente com o imaginário dos filmes policiais americanos. Tudo ali soa reconhecível, quase confortável, mas sempre atravessado por um filtro brasileiro e por referências do universo pop e LGBT que aparecem sem pedir licença. O filme escolhe rir com seus personagens, não deles, e isso faz diferença dentro de um gênero que historicamente empurrou figuras gays para o lugar do alívio cômico descartável.

O humor, ainda assim, caminha por uma linha delicada. A repetição de certos códigos e estereótipos acaba se impondo ao longo da projeção, criando momentos em que a comédia parece girar em torno de si mesma. Isso reduz a diversidade das piadas e pode afastar parte do público. Mesmo assim, a espontaneidade de algumas cenas garante risadas honestas, daquelas que surgem sem aviso, sustentadas muito mais pelo timing dos atores do que pela construção do texto.

A trilha sonora surge como um dos grandes trunfos da experiência. O uso de músicas de Ney Matogrosso e Alicia Keys não aparece como simples fundo musical, mas como comentário emocional e estético. A música amplifica o humor e também humaniza os personagens, criando pausas sensoriais que enriquecem cenas que poderiam ser apenas funcionais.

No elenco, Marcus Majella e Pedroca Monteiro exibem uma química que sustenta o filme do começo ao fim. Há carisma, entrega e uma clara compreensão do tom proposto. O grande destaque, no entanto, pertence a Dira Paes. Sua Onça domina a tela com presença física, gestualidade e uma construção quase hipnótica. Cada entrada da personagem carrega um peso cênico específico, reforçado por escolhas sonoras que se tornam marca registrada. Dira Paes transforma a vilã em espetáculo, roubando cenas sem quebrar o equilíbrio do conjunto.

Narrativamente, a história evita grandes rupturas. A estrutura é clássica, previsível em muitos momentos, mas isso jamais parece um problema central. O que sustenta o filme é o cuidado com o legado que o originou. A homenagem a Paulo Gustavo se manifesta menos na tentativa de imitá-lo e mais no respeito ao tipo de humor que ele sempre defendeu. Existe carinho em cada exagero, em cada situação absurda, em cada escolha que privilegia o riso como encontro.

Fica a sensação de que, caso Paulo Gustavo estivesse em cena, algumas camadas poderiam ganhar mais fluidez e menos dependência do estereótipo. Ainda assim, o filme jamais soa desrespeitoso. Pelo contrário. A obra entende seu papel como celebração, não como caricatura vazia. É uma comédia popular, assumidamente farofa, mas construída com consciência e afeto.

“Agentes Muito Especiais” diverte, provoca gargalhadas e, sobretudo, reafirma a importância de ocupar espaços com protagonismo. Rir aqui também é existir, e isso já diz muito sobre a relevância do projeto dentro do cinema nacional.

“Agentes Muito Especiais”
Direção
: Pedro Antonio
Elenco: Marcus Majella, Pedroca Monteiro, Dira Paes, Bárbara Reis
Disponível em: 8 de janeiro nos cinemas

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: Bárbara ReisCríticaDira PaesMarcus MajellaPedroca MonteiroResenhaReview

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