A terceira e última temporada de “And Just Like That…” encerra a jornada dessas personagens icônicas sem oferecer a grandeza que a despedida exigia. O spin-off de “Sex and the City” tentou revisitar um universo que marcou época, mas acabou se perdendo em escolhas narrativas inconsistentes e em um retrato confuso da maturidade. O resultado final é uma despedida que mais desgasta do que emociona.
- Novos dispositivos Roku chegam ao Brasil com design compacto e desempenho aprimorado
- Globoplay promove experiência imersiva de “Dias Perfeitos” em SP
- Lollapaloozza Brasil 2026: tudo sobre a venda oficial do Lolla Pass

A série nunca conseguiu justificar plenamente sua existência. Com o peso de revisitar personagens tão emblemáticas, apostou em nostalgia sem dar o passo necessário para atualizar sua essência. O charme, a sagacidade e o senso de coletividade que tornaram “Sex and the City” um fenômeno se transformaram em fragmentos dispersos, incapazes de sustentar tramas que soam vazias. A ausência do humor ácido e da intensidade emocional que moviam o original deixou a nova versão sem identidade.
Nesta temporada, a série se afoga em subtramas irrelevantes e em escolhas de roteiro que soam mais como ruídos do que como desenvolvimento. Relações mal construídas, decisões dramáticas sem consequência e até mesmo momentos que beiram o grotesco marcam um fim que deveria ter sido memorável. Carrie, Miranda e Charlotte são apresentadas como sombras de si mesmas, desprovidas da energia que um dia representaram. O que antes eram mulheres multifacetadas e inspiradoras, agora parecem caricaturas confusas e distantes.
O grande problema de “And Just Like That…” sempre foi a falta de clareza sobre qual era sua proposta. Tentou se apoiar em personagens clássicos, mas ao mesmo tempo parecia intimidada diante das demandas contemporâneas de representação e narrativa. O resultado foi uma produção que não abraçou nem o passado nem o presente, perdida em uma zona cinzenta. O que deveria ter sido uma reflexão madura sobre envelhecer em Nova York virou um espetáculo desarticulado, marcado por excessos e vazio.
Havia espaço para uma versão que realmente expandisse a história, que desse novas camadas à trajetória de mulheres chegando aos 50 e 60 anos com humor, inteligência e profundidade. Esse retrato chegou a existir, mas fora da tela, na escrita de Candace Bushnell, que segue mostrando que a vida madura pode ser vibrante, cheia de ironia e desejo. Em contraste, a série transformou essa fase em uma experiência maçante e deprimente, o que reforça ainda mais a sensação de oportunidade perdida.
O adeus de “And Just Like That…” não honra a força do que já foi “Sex and the City”. Ao contrário, deixa a sensação de um epílogo malfeito que dilui o legado em vez de celebrá-lo.
“And Just Like That…” – terceira temporada
Criação: Michael Patrick King
Elenco: Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon, Kristin Davis
Disponível na HBO Max
Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.






