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Crítica: Andre 3000, “New Blue Sun”

Texto: Ygor Monroe
8 de novembro de 2024
em Música, Resenhas/Críticas

Depois de um hiato de quase duas décadas sem novo material, André 3000 retorna com um álbum que surpreende por sua ousadia e pela sua recusa em atender às expectativas. “New Blue Sun“, lançado pela Epic Records em 17 de novembro de 2023, é uma incursão profunda e quase mística em territórios musicais completamente diferentes dos quais ele é mais conhecido. De ícone do hip hop a explorador experimental, André, agora sob o nome André Benjamin mergulha de cabeça em uma viagem de autodescoberta sonora, guiada por flautas, percussões delicadas e texturas eletrônicas meditativas.

O disco foi indicado na categoria “Álbum do Ano” no Grammy de 2025.

Crítica: Andre 3000, "New Blue Sun" | Foto: Reprodução
Crítica: Andre 3000, “New Blue Sun” | Foto: Reprodução

Apesar de ser uma estreia solo, a produção é uma verdadeira colaboração. Ao lado de Benjamin, nomes como o percussionista e produtor Carlos Niño, a tecladista Surya Botofasina, o baterista Deantoni Parks e a vocalista Mia Doi Todd criam uma atmosfera rica e diversificada, que flerta com o jazz espiritual, o new age e até com a eletrônica progressiva. O álbum também inclui colaborações com músicos da Leaving Records, como V.C.R. e Matthewdavid, proporcionando uma pluralidade de nuances e influências.

Logo na faixa de abertura, “I Swear, I Really Wanted To Make A ‘Rap’ Album But This Is Literally The Way The Wind Blew Me This Time”, André deixa claro que este não é um disco de rap e nem de longe tenta ser. O título da faixa já prepara o ouvinte para um manifesto pessoal e excêntrico. A música, de 11 minutos, é um passeio pelo universo do tribal ambient, com flautas ecoando em arranjos que remetem a contos de fadas sonoros. A atmosfera é introspectiva, puxando o ouvinte para dentro, quase como um ritual sonoro.

O álbum segue por terrenos menos explorados e, por vezes, até duvidosos em faixas como “The Slang Word P()ssy Rolls Off The Tongue With Far Better Ease Than The Proper Word Vagina. Do You Agree?”*, que soa como uma tentativa de ir mais fundo no ambient, mas acaba perdendo força pela falta de melodia e certa monotonia. Em contrapartida, “That Night in Hawaii When I Turned into a Panther and Started Making These Low Register Purring Tones That I Couldn’t Control … Sh¥t Was Wild” aposta em uma sonoridade mais tribal e orgânica, com ênfase nas percussões e uma proposta mais abstrata. Aqui, André se liberta de vez, brincando com texturas mais rudimentares e primitivas.

Mas é em faixas como “BuyPoloDisorder’s Daughter Wears A 3000 Button Down Embroidered” que o álbum alcança seu ápice criativo. Com uma combinação de new age e eletrônica progressiva, a faixa apresenta uma vibe futurista digna de grandes mestres da música eletrônica, evocando uma sensação que poderia até lembrar o Vangelis em seus momentos mais contemplativos. É aqui que vemos André 3000 extrapolar suas influências e criar uma assinatura sonora própria, mesmo que flertando com referências dos anos 80.

A complexidade das composições continua em “Ghandi, Dalai Lama, Your Lord & Saviour J.C. / Bundy, Jeffrey Dahmer, And John Wayne Gacy”, uma faixa que leva o ouvinte a uma experiência quase alucinatória. Misturando texturas densas com momentos lisérgicos, a faixa é um passeio por sensações que evocam desde o misticismo até o desconforto. Este é um dos momentos mais impactantes do álbum, onde a experimentação de André atinge seu ponto mais alto. Já em “Ants To You, Gods To Who?”, ele se volta para um jazz espiritual que se funde com elementos de space pop, criando uma aura etérea e transcendental – um dos grandes destaques do álbum.

O álbum encerra com “Dreams Once Buried Beneath The Dungeon Floor Slowly Sprout Into Undying Gardens”, uma faixa que condensa a estética de “New Blue Sun” em uma síntese final. Aqui, André explora a eletrônica progressiva em uma atmosfera quase ritualística, numa constante construção e catarse sonora.

“New Blue Sun” é, sem dúvidas, um projeto autêntico e intimista, onde André 3000 parece estar se expressando de forma genuína e sem amarras comerciais. Embora o jazz, especialmente o jazz espiritual, esteja presente, ele é diluído em experimentações de new age e eletrônica progressiva. Em muitos momentos, a falta de uma linha melódica mais sólida pode deixar o ouvinte desejando por um maior desenvolvimento, mas isso não tira a autenticidade da obra.

Este álbum representa uma libertação para André, uma jornada que não tem a ver com palavras, mas sim com a linguagem dos instrumentos, especialmente da flauta, seu novo veículo de expressão. “New Blue Sun” não é um disco fácil, é uma escuta densa, meditativa e às vezes desafiadora. No entanto, para quem decidir mergulhar com a mente aberta, encontrará um trabalho sincero de um artista em busca de novas fronteiras. É uma obra que, se não excepcional, é um testemunho de que André 3000 ainda tem muito a dizer, ainda que não em “barras” de rap.

Nota final: 80/100

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Temas: Andre 3000CríticaNew Blue SunResenhaReview

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