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Crítica: “Animais Perigosos” (Dangerous Animals)

Texto: Ygor Monroe
16 de setembro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“Animais Perigosos” é cinema de contorno brutal, que não pede licença para rasgar os limites entre o grotesco e o ridículo. E funciona justamente por isso. A obra de Sean Byrne investe num jogo sujo de tensão, onde o excesso é não só recurso estético, mas política de linguagem. O filme é agressivo, ciente de sua própria caricatura, e explora essa consciência com uma confiança rara.

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Crítica: "Animais Perigosos" (Dangerous Animals)
Crítica: “Animais Perigosos” (Dangerous Animals)

O que sustenta essa engrenagem é uma performance que escancara a potência do exagero. Jai Courtney assume o comando da tela com uma entrega que dispensa nuances. Seu personagem transita entre o pastiche e a perversidade como quem sabe exatamente o que está fazendo. Há método no delírio. E há inteligência no ridículo. Byrne não está interessado em realismo, mas em impacto. E impactar, aqui, não é acertar o alvo — é estilhaçá-lo.

O longa entende a fórmula do predador e da presa, mas se recusa a operá-la com reverência. Ao invés disso, revira a lógica do thriller em nome de uma linguagem mais suja, mais corpórea, mais irônica. Não há glamour na violência. Há brutalidade conduzida com precisão, e há uma mise-en-scène que aposta na sugestão gráfica sem jamais perder o controle visual. A direção trabalha em camadas: mesmo nos momentos mais frenéticos, tudo é meticulosamente composto.

O jogo entre tensão e humor grotesco sustenta o filme até o final, com equilíbrio raro para o gênero. E quando parece que vai ceder ao óbvio, o roteiro entrega cortes secos, desfechos impiedosos e reviravoltas que, embora previsíveis, soam intencionalmente teatrais. Isso é mérito. Não há disfarce aqui. Tudo é frontal, inclusive a crítica ao fetiche pela violência ritualizada que consome o próprio gênero.

No fim, “Animais Perigosos” abraça o abismo com a elegância plástica de quem sabe que a exploração visual só é eficaz quando carrega alguma convicção. E aqui, essa convicção está em cada quadro. O que poderia ser só mais uma peça esquecível do circuito de terror se transforma num experimento estético perverso, onde o mar, o sangue e a encenação se fundem num espetáculo que entende o próprio exagero como virtude.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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