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Crítica: Arctic Monkeys, “Tranquility Base Hotel & Casino”

Texto: Ygor Monroe
19 de maio de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Cinco anos após o estrondoso sucesso de “AM”, o Arctic Monkeys retornou em 2018 com um disco que desafiava todas as expectativas: “Tranquility Base Hotel & Casino”. Não era só uma guinada sonora era uma reconfiguração total da identidade da banda. Longe das guitarras gordurosas, dos refrões pegajosos e das imagens de noites de pub, o novo trabalho soava como se Alex Turner tivesse trocado o espelho do camarim por um telescópio. Em vez de continuar cultivando a persona de roqueiro sensual de Sheffield, ele decidiu se tornar o concierge de um hotel lunar pós-capitalista.

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Crítica: Arctic Monkeys, "Tranquility Base Hotel & Casino"
Crítica: Arctic Monkeys, “Tranquility Base Hotel & Casino”

Desde os primeiros segundos, o álbum deixa claro que a lógica ali seria outra. Não há pressa. O ritmo é deliberadamente arrastado, quase cínico. É lounge, é glam, é ficção científica com arranjos de piano. Turner, agora sentado à frente do instrumento que ganhou ao completar 30 anos, transforma o piano num confessionário de absurdos e observações sobre um mundo virtualmente esgotado. O disco soa como se Leonard Cohen tivesse sido abduzido por alienígenas vintage dos anos 70 e convidado a tocar num cassino decadente projetado por Stanley Kubrick.

Produzido por James Ford e pelo próprio Turner, “Tranquility Base Hotel & Casino” carrega um verniz lo-fi cuidadosamente polido. A ironia é densa. A crítica social, difusa. A ficção é apenas uma metáfora para o presente onde todos estão conectados, distraídos, solitários. O hotel lunar vira palco de figuras que não parecem tão distantes das que encontramos ao rolar qualquer feed. E mesmo que o conceito soe ridículo à primeira vista, é exatamente aí que reside sua força. O absurdo torna-se espelho.

O disco é tão teatral quanto contido. As letras estão menos preocupadas com frases de impacto e mais interessadas em costurar atmosferas. Alex canta como quem narra um diário criptografado de um funcionário entediado da distopia. “Four Out of Five” talvez seja a peça central desse universo uma sátira sobre marketing, consumo e o vazio da excelência irrelevante. É Bowie com sotaque de Yorkshire, mas filtrado por uma sensibilidade que não quer seduzir, apenas provocar.

Há quem tenha torcido o nariz para a falta de riffs, mas o que “Tranquility Base” propõe é um outro tipo de peso: o da estranheza elegante, do desconforto elegante. A banda se recusa a oferecer respostas fáceis. O ouvinte é forçado a desacelerar, a prestar atenção em versos que se escondem em arranjos minimalistas. “The Ultracheese”, que fecha o álbum, parece reconhecer a melancolia dessa jornada. Um lamento contido sobre vínculos que evaporam entre telas e mensagens não lidas.

O disco também envelheceu de maneira surpreendentemente profética. Quando Turner canta sobre colocar tudo online em março, o verso que parecia uma bizarrice descolada agora carrega um peso quase premonitório. O mundo do álbum, que em 2018 soava como devaneio retrôfuturista, em 2025 virou cotidiano. O que antes era apenas ambientação virou diagnóstico.

Mais do que um desvio de rota, “Tranquility Base Hotel & Casino” é o ponto em que o Arctic Monkeys abandonou a obrigação de corresponder às expectativas. É um trabalho que não pede aprovação. E, justamente por isso, se mantém com uma integridade que poucos discos alcançaram. Em vez de repetir fórmulas ou tentar superar o próprio sucesso, a banda optou por construir uma obra que desafia, confunde e, com o tempo, recompensa. Um hotel lunar como metáfora de um planeta saturado de si mesmo. E Alex Turner, em vez de rockstar, se torna o cronista implacável desse estranho futuro em que já vivemos.

Nota: 100/100

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