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Crítica: Babymetal, “Metal Forth”

“Metal Forth” chega como o quinto álbum de estúdio do Babymetal e, apesar das mudanças internas e da grande lista de colaborações, a essência da banda continua intacta. É um trabalho que se propõe a levar o conceito criado pelo grupo japonês para um território ainda mais expansivo, quase como se quisessem testar até onde o kawaii metal pode se esticar sem perder o controle. O disco soa como um experimento de escala global, mas com um DNA que ainda grita Babymetal em cada detalhe.

Crítica: Babymetal, “Metal Forth”

O nome já dá pistas: a ideia de ir “além do metal” não é só retórica, é um direcionamento criativo. Há um esforço deliberado em integrar referências e convidados de diferentes origens, criando um mosaico multicultural que conversa com a estética maximalista que sempre definiu o grupo. No entanto, essa escolha também levanta questões: ao abraçar tantas vozes externas, o Babymetal corre o risco de diluir parte da própria identidade. Ainda assim, a produção liderada por Kobametal garante que, mesmo com tantas influências externas, exista um fio condutor que une o projeto.

O álbum transita com naturalidade entre o peso e o exagero característico da banda e uma abordagem mais aberta a estilos contemporâneos. É como se cada música fosse pensada para um público globalizado, mas sem perder o senso de espetáculo que o Babymetal domina tão bem. Os vocais continuam com aquele contraste entre doçura e intensidade, as guitarras surgem com a precisão cirúrgica que se espera do metal moderno, e os arranjos são carregados de camadas que mantêm o ouvinte constantemente estimulado.

Mesmo com essa amplitude sonora, “Metal Forth” mantém traços que reafirmam a marca registrada do grupo. A fusão de elementos da música japonesa com estruturas e timbres do metal ocidental cria momentos que só poderiam existir em um álbum do Babymetal. É nesse equilíbrio entre tradição e reinvenção que o disco encontra sua força, ainda que alguns excessos deixem claro que a busca por expansão artística nem sempre entrega resultados uniformes.

O que se percebe ao final é que “Metal Forth” é um trabalho que prefere arriscar a repetir fórmulas. E, para uma banda que construiu carreira quebrando padrões e desafiando convenções do metal, esse caminho parece coerente. Pode não agradar todos os puristas, mas certamente reforça que o Babymetal está disposto a jogar em arenas maiores e mais diversificadas, mesmo que isso signifique experimentar além das fronteiras que eles mesmos ajudaram a definir.

Nota: 77/100 | Babymetal, “Metal Forth”

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