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Crítica: Blackpink, “Deadline”

Texto: Ygor Monroe
5 de março de 2026
em Música

Entre promessas grandiosas, hiatos estratégicos e contratos renovados sob holofotes corporativos, o retorno de um dos maiores fenômenos do K-pop parecia desenhado para ser histórico. Quando um grupo do porte do Blackpink passa anos alimentando expectativas, qualquer novo passo deixa de ser apenas lançamento e vira teste de relevância. É nesse cenário que surge “Deadline”, um EP que carrega no título a ideia de urgência, mas que soa, em muitos momentos, como se estivesse correndo contra o próprio legado.

Crítica: Blackpink, "Deadline"
Crítica: Blackpink, “Deadline”

Lançado em 27 de fevereiro de 2026 pela YG Entertainment, com distribuição da The Orchard, o projeto marca o primeiro trabalho do quarteto desde o álbum “Born Pink”. No meio do caminho, houve renovação contratual anunciada em 2023, vídeos institucionais com Yang Hyun-suk prometendo comeback e turnê mundial, entrevistas insinuando estúdio a todo vapor e uma sequência de adiamentos que transformou a volta em novela. Quando finalmente foi confirmado, com pré-venda aberta e cronograma fechado, a expectativa já não era apenas musical, era simbólica.

O carro-chefe “Jump” estreou no topo da Billboard Global 200 e alcançou o número 28 na Billboard Hot 100, números que reforçam a força da marca. Mas números não sustentam emoção sozinhos. A faixa tem impacto imediato, refrão pensado para estádio e energia que funciona melhor em vídeo de turnê do que no fone de ouvido. Existe ali uma estrutura que pede gritos coletivos, luzes piscando e coreografia sincronizada. Fora desse contexto, a música parece girar em torno de si mesma, sem clímax real. É pop eficiente, mas distante daquele senso de evento que marcou a ascensão do grupo.

“Go”, lançado junto com o EP, tenta assumir o papel de hino de retorno. A introdução constrói atmosfera, quase como se anunciasse um renascimento artístico. O problema é que a sensação de grandiosidade não encontra lastro no desenvolvimento. Há versos que prometem intensidade, um rap de Lisa tecnicamente seguro, produção polida, mas falta propósito. A canção parece indecisa entre ser declaração de poder e balada emocional genérica. Quando começa a ganhar corpo, termina. Fica a impressão de rascunho caro, não de manifesto.

Em “Me and My”, o estranhamento aumenta. A faixa flerta com referências que não dialogam com a identidade que o público associou ao Blackpink ao longo da última década. Não se trata de exigir repetição, mas de coerência. E coerência é justamente o que mais escapa em “Deadline”. O EP não constrói narrativa interna, não estabelece atmosfera comum, não cria arco. As músicas coexistem, mas não conversam.

“Champion” surge como o momento mais próximo de personalidade. Há ali uma intenção estética mais definida, uma atitude que remete à autoconfiança que consolidou o grupo na terceira geração do K-pop, ao lado de Twice e Red Velvet. Ainda assim, a faixa não ultrapassa o nível do interessante. É a melhor do conjunto, mas não chega a ser memorável. E para um grupo que redefiniu padrões globais de popularidade, “interessante” soa pequeno.

“Fxxxboy” talvez seja o exemplo mais claro de desalinhamento. O título sugere ousadia, confronto, talvez uma ironia afiada. O que se ouve é algo surpreendentemente morno. A provocação prometida não se concretiza. Depois de “Born Pink”, que consolidou uma estética de luxo agressivo e produção maximalista, o novo material parece hesitante, quase contido.

É inevitável comparar a força coletiva atual com o brilho individual recente. Jennie entregou um trabalho solo coeso. Lisa apostou em faixas de alta replayabilidade. Rosé conquistou um dos maiores hits associados ao universo do grupo. Jisoo manteve uma linha fiel ao seu perfil como idol. Individualmente, cada uma encontrou caminhos próprios. Em conjunto, porém, “Deadline” sugere uma química menos explosiva do que no passado.

Enquanto isso, nomes mais novos como Babymonster avançam com fome de espaço, ampliando discografias em ritmo acelerado. A comparação é inevitável e cruel. Quando o hiato é longo demais, cada retorno precisa soar indispensável. Aqui, soa apenas protocolar.

O “Deadline World Tour”, iniciado ainda em 2025, apostou no formato totalmente em estádios, reforçando o poder de mobilização global do quarteto. No palco, é provável que essas faixas ganhem outra dimensão. Mas em estúdio, que é onde a obra precisa sobreviver sozinha, o EP não expande a discografia do grupo de forma significativa.

“Deadline” não é um desastre. É algo talvez mais preocupante para um gigante: é morno. Falta risco, falta coesão, falta aquela faísca que transformava cada comeback em acontecimento cultural. Para um grupo que já foi sinônimo de evento, isso pesa.

E fica a pergunta que ecoa além das métricas e dos recordes: quanto tempo uma marca consegue sustentar o topo quando a música deixa de surpreender?

Nota final: 55/100

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Temas: BlackpinkCríticaResenhaReview

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