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Crítica: Bon Iver, “Sable, Fable”

Texto: Ygor Monroe
11 de abril de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Com “Sable, Fable”, Justin Vernon e o Bon Iver entregam um dos lançamentos mais coesos e emocionalmente resolvidos de sua discografia. Lançado em 11 de abril de 2025 pela Jagjaguwar, o quinto álbum de estúdio do projeto é descrito como um epílogo, mas soa como um renascimento narrativo. Acompanhado de colaboradores como Dijon, Danielle Haim e Flock of Dimes, e com coprodução de Jim-E Stack, o disco se constrói como uma resposta direta à complexidade emocional e formal das obras anteriores e, sobretudo, como um convite à escuta lúcida, aberta e reconciliada.

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Crítica: Bon Iver, "Sable, Fable"
Crítica: Bon Iver, “Sable, Fable”

O projeto se ancora no conceito de dualidade já presente em “22, A Million”, mas com uma abordagem mais clara e segmentada: “Sable” e “Fable” dividem seu percurso sonoro e temático em dois momentos distintos e complementares. “Sable”, lançado originalmente como EP em 2024, representa a introspecção, o recolhimento e as sombras emocionais de Vernon. Já “Fable”, a parte inédita apresentada neste álbum, atua como sua contraparte vibrante: a fábula pop onde a dor encontra sentido, a paisagem sonora se ilumina e o artista se permite viver com leveza.

Essa estrutura dual não é só um conceito artístico ela define a estética, a produção, o encadeamento emocional e até a iconografia do disco. Enquanto “SABLE” retoma o minimalismo folk de “For Emma, Forever Ago” com letras diretas e instrumentações despojadas, “fABLE” avança com paletas cromáticas saturadas, sintetizadores expansivos e arranjos cuidadosamente orquestrados. O resultado é um álbum que transita entre o íntimo e o exuberante sem jamais perder a autenticidade que consolidou o Bon Iver como uma das forças mais inventivas da música alternativa nos últimos 15 anos.

Desde sua abertura com “Short Story”, a nova seção do álbum estabelece o tom de forma delicada e imersiva. A faixa se posiciona como uma introdução elegante ao novo território emocional e sonoro de Vernon. Em seguida, “Everything Is Peaceful Love” aparece como uma das maiores surpresas do disco uma incursão pop sem pudores, com estética que remete à leveza dos anos 1980 e refrões que desafiam a melancolia usual da banda, mantendo, no entanto, a identidade autoral intacta.

“Day One” talvez represente o auge criativo do álbum em termos de produção e arranjo. A colaboração com Dijon e Jenn Wasner (Flock of Dimes) traz camadas experimentais ricas, onde o piano conduz texturas que dialogam com a tradição e com o risco estético. Já “From”, mais direta, aposta numa estrutura pop bem resolvida, com vocais em sobreposição que funcionam como instrumento narrativo. A presença de Jacob Collier, ainda que sutil, adiciona complexidade harmônica à faixa sem deslocá-la da coesão do disco.

Nem todos os momentos são igualmente impactantes: “Walk Home” e “I’ll Be There” flertam com ideias promissoras, mas não atingem o mesmo grau de resolução emocional ou inovação sonora das demais. Ainda assim, não se mostram dissonantes dentro da proposta do álbum funcionam como interlúdios honestos e necessários em uma narrativa que privilegia o ritmo afetivo tanto quanto o musical.

O ponto alto da dimensão emocional do disco talvez seja “If Only I Could Wait”, com Danielle Haim. A canção, uma balada com ambientação ampla e carga lírica profunda, comprova a maturidade de Vernon em operar o silêncio, o tempo e a pausa como elementos expressivos. A curta duração, embora frustrante para alguns ouvintes, preserva a delicadeza da faixa.

O álbum se encerra com “There’s A Rhythmn” e “Au Revoir”, e aqui se evidencia o que Bon Iver faz de melhor: encerrar ciclos com poesia sonora. Essas faixas finalizam o arco narrativo do disco sem sobrecarregá-lo de conclusões artificiais. Elas condensam a ideia de aceitação do passado, das dualidades internas e da beleza imperfeita das trajetórias.

A clareza que permeia os arranjos e letras não significa simplificação, mas sim a maturidade de um artista que aprendeu a filtrar o caos sem perder profundidade. A escolha de dividir o álbum em dois blocos reflete uma consciência autoral rara: Vernon entende que suas histórias não precisam ser cifradas para serem universais.

Ao final, “Sable, Fable” parece não querer provar nada e por isso mesmo, prova tudo. É uma obra que aceita o passado, celebra o presente e desenha, sem pressa, um futuro menos turvo para a sonoridade de Bon Iver. Um álbum que, em sua honestidade estrutural e emocional, confirma o lugar do projeto entre os mais relevantes de sua geração.

Nota final: 80/100

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