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Crítica: Britney Spears, “Oops!… I Did It Again”

Texto: Ygor Monroe
18 de maio de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Em 16 de maio de 2025, Britney Spears relançou a edição comemorativa de 25 anos de “Oops!… I Did It Again”, reafirmando a importância do álbum enquanto artefato cultural, documento histórico e, sobretudo, peça angular na consolidação da estética do pop adolescente do final dos anos 1990 e início dos 2000. Lançado originalmente em 3 de maio de 2000, o segundo disco de estúdio da cantora americana carrega, até hoje, o peso de um fenômeno que desafiou expectativas comerciais, reconfigurou paradigmas de produção pop e irritou muita gente ao fazer tudo isso com uma fluidez quase indecente.

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Crítica: Britney Spears, "Oops!… I Did It Again"
Crítica: Britney Spears, “Oops!… I Did It Again”

A estrutura narrativa que sustenta “Oops!… I Did It Again” parte, de forma inegável, dos alicerces deixados por “…Baby One More Time”. Há pouco aqui de ruptura estética e essa talvez seja a crítica mais superficial e, ao mesmo tempo, a mais facilmente refutável. O álbum jamais se propôs a ser revolucionário. Seu mérito está exatamente em levar à exaustão, de forma deliberada e meticulosamente planejada, os elementos que tornaram o debute de Spears um sucesso absoluto. A diferença é que, desta vez, tudo soa mais bem calibrado: a produção é mais limpa, os vocais mais controlados, os arranjos mais ousados dentro do que se poderia esperar de um disco pensado para o mainstream jovem da virada do século.

É preciso reconhecer que a trindade sueca formada por Max Martin, Rami Yacoub e Per Magnusson, junto de David Kreuger, Darkchild e até Robert John “Mutt” Lange, tratou o álbum como um laboratório de precisão pop. Nada soa improvisado. Cada ponte, cada refrão e cada break é construído com um grau de cálculo que talvez incomodasse os puristas da época, mas que hoje revela um senso apurado de timing e apelo emocional. Se “…Baby One More Time” é o nascimento da persona de Spears, “Oops!… I Did It Again” é sua afirmação consciente enquanto ícone midiático com pleno domínio do formato.

E sim, há breguices. Muitas. Mas elas são absolutamente funcionaise parte essencial do charme do projeto. A faixa-título, com seu diálogo interplanetário no meio do instrumental, é quase um delírio pop operístico, mas funciona justamente por não ter vergonha de ser exatamente o que é: um grande espetáculo. “Lucky” segue o mesmo caminho com sua narrativa tragicômica de fama e solidão, enquanto “Stronger” apresenta, talvez, o melhor equilíbrio entre a imagem de força feminina e a vulnerabilidade emocional que Spears sustentava com surpreendente habilidade. Já “Don’t Let Me Be the Last to Know”, mesmo não performando tão bem nas paradas, oferece uma textura R&B suave que escapa da caricatura e aponta um refinamento melódico interessante, sobretudo na interpretação vocal — menos nasal, mais articulada.

O que muitos críticos da época não conseguiram entender, talvez por excesso de cinismo ou simples despreparo, é que Britney Spears havia deixado de ser uma mera intérprete para se tornar uma performer no sentido mais completo. Sua atuação vocal, mesmo dentro dos limites estreitos do gênero teen pop, é cheia de nuances estilísticas. Há inflexões que transformam frases banais em ganchos memoráveis, silêncios que criam tensão e respirações que funcionam como pontuação emocional. Pode-se discutir sua extensão vocal, sua técnica ou até mesmo sua autonomia artística naquele momento mas seria tolice negar a eficácia de sua entrega.

Com mais de 20 milhões de cópias vendidas mundialmente e recordes que permaneceram intocados por 15 anos até o lançamento de “25”, de Adele, o álbum entrou para a história como um divisor de águas. Sua indicação ao Grammy como Melhor Álbum Vocal Pop pode parecer, hoje, modesta, mas simboliza a aceitação crítica de que havia substância ali. Que aquele conjunto de faixas, por mais envernizado e marketeado que fosse, representava uma expressão legítima de seu tempo.

Há algo de profundamente revelador no fato de que “Oops!… I Did It Again” ainda soe relevante. Revisitar esse disco hoje é revisitar uma era em que o pop comercial ainda se permitia ser exagerado, colorido, explícito em suas intenções e, paradoxalmente, extremamente sofisticado em sua construção. Não é um álbum que pede aprovação, ele a conquista. E faz isso com um misto de ironia e franqueza que poucos souberam manipular com tanta eficácia quanto Britney Spears.

Mais do que uma sequência bem-sucedida, “Oops!… I Did It Again” é a consolidação de um fenômeno. Um disco que, mesmo com sua aparência descartável, resiste ao tempo porque foi feito com a precisão de quem entende que o pop, em sua melhor forma, é arquitetura invisível: parece simples, mas exige genialidade. E Britney, com todos os olhares sobre ela, fez aquilo que ninguém esperava.

Nota: 87/100

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Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

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