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Crítica: “Caçadores do Fim do Mundo” (Afterburn)

Texto: Ygor Monroe
22 de fevereiro de 2026
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

Antes que a civilização vire pó, ela deixa rastros. Em “Caçadores do Fim do Mundo”, o planeta já atravessou o colapso. Uma explosão solar apagou toda a tecnologia e devolveu a humanidade a um estágio quase primitivo. No meio desse cenário devastado, surge Jake, ex-soldado transformado em caçador de relíquias, alguém que sobrevive negociando fragmentos de um passado que insistimos em chamar de progresso.

Crítica: "Caçadores do Fim do Mundo" (Afterburn)
Crítica: “Caçadores do Fim do Mundo” (Afterburn)

A premissa flerta com o exagero e assume isso sem culpa. Um mundo pós-apocalíptico, caçada por artefatos raros e a missão de recuperar nada menos que a “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci. É como se “Mad Max” cruzasse caminho com “National Treasure”, só que filtrado por uma estética acinzentada que reforça a sensação de desgaste absoluto. A ideia é grande, quase delirante, e o filme sabe que está brincando com esse exagero.

Jake, interpretado por Dave Bautista, funciona como âncora em meio ao caos. Ele carrega o longa com presença física e uma seriedade que contrasta com o absurdo da missão. Há algo de videogame em toda a estrutura narrativa. A sensação é de estar avançando por fases, enfrentando obstáculos, acumulando inimigos e desbloqueando desafios. Subtexto fica em segundo plano. Movimento e impacto assumem o protagonismo. É ação pensada para manter o espectador em estado constante de estímulo.

A direção de J. J. Perry revela a origem do cineasta no universo das dublês e coreografias de luta. Cada confronto possui peso, ritmo e uma energia que remete ao cinema de ação dos anos 1990. Não existe refinamento conceitual, mas há vigor físico. O problema surge quando o filme tenta equilibrar humor, brutalidade e reflexão sobre o fim do mundo. A oscilação tonal cria momentos irregulares, como se a narrativa alternasse entre a ironia e a autoparódia sem decidir qual caminho seguir.

Samuel L. Jackson aparece como Valentine e entrega o que se espera dele: carisma e frases ditas com autoridade. Ainda assim, sua participação é limitada, quase protocolar. Olga Kurylenko, por sua vez, assume uma postura combativa que dialoga com heroínas de ação clássicas, evocando arquétipos de fantasia e cultura pop. A composição visual da personagem reforça essa sensação de cosplay apocalíptico que o filme abraça com naturalidade.

Visualmente, “Caçadores do Fim do Mundo” aposta em uma paleta desbotada que reforça a aridez do cenário. O mundo parece drenado de cor, como se o sol tivesse queimado não apenas a tecnologia, mas também qualquer traço de exuberância estética. Esse cinza constante pode soar monótono, porém contribui para a atmosfera de decadência. O planeta virou ruína e a fotografia faz questão de lembrar isso a cada enquadramento.

O roteiro, assinado por Matt Johnson e Nimród Antal, trabalha com clichês evidentes. Traições previsíveis, diálogos diretos e motivações simplificadas. Ainda assim, existe um mérito na honestidade da proposta. O longa jamais se vende como obra sofisticada. Ele entrega exatamente o que promete: uma aventura acelerada, barulhenta e energeticamente exagerada.

Não é um filme que figurará em listas de melhores do ano. Também não busca essa validação. Sua força está no entretenimento imediato, na capacidade de preencher uma noite despretensiosa com perseguições, tiros e disputas por um símbolo máximo da arte ocidental. Quando a expectativa é baixa, a diversão se torna mais fácil de alcançar.

“Caçadores do Fim do Mundo” funciona como passatempo robusto, consciente de suas limitações e apoiado na fisicalidade de seu protagonista. Entre falhas narrativas e boas sequências de ação, encontra um equilíbrio curioso. Um espetáculo que desliza sobre seus próprios excessos e, de certa forma, se beneficia deles.

“Caçadores do Fim do Mundo”
Direção
: J. J. Perry
Roteiro: Matt Johnson, Nimród Antal
Elenco: Dave Bautista, Olga Kurylenko, Samuel L. Jackson
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: CríticaDave BautistaOlga KurylenkoResenhaReviewSamuel L. Jackson

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