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Crítica: “Câncer com Ascendente em Virgem”

Texto: Ygor Monroe
4 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Fazer do câncer de mama o centro de uma narrativa de entretenimento é, por si só, um risco. Ainda mais quando a proposta é equilibrar drama e leveza com elementos de comédia. “Câncer com Ascendente em Virgem” não evita esse desafio, assume-o com convicção e entrega um filme acessível, sensível e surpreendentemente maduro, que encontra força não no excesso de dramaticidade, mas na intimidade emocional de seus personagens.

Começam as filmagens de “A Arte do Roubo”, com Débora Nascimento, Carla Diaz e Reynaldo Gianecchini

Crítica: "Câncer com Ascendente em Virgem"
Crítica: “Câncer com Ascendente em Virgem”

Baseado no livro “Estou com Câncer, e Daí?”, o longa dirigido por Rosane Svartman parte de uma premissa simples: uma mulher controladora, professora de matemática e influenciadora digital, tem a vida virada do avesso após um diagnóstico de câncer. O que poderia facilmente cair nos clichês do melodrama ou da superação genérica ganha densidade graças à estrutura cuidadosa do roteiro e à atuação comprometida do elenco.

Suzana Pires lidera o filme com uma performance centrada, segura e profundamente humana. Sua Clara é prática, sarcástica e tenta manter o controle mesmo diante do descontrole absoluto que é o câncer. É uma figura que não romantiza a doença, mas também não permite que ela a defina. O retrato de sua relação com a filha Alice (Nathália Costa), com a mãe Leda (Marieta Severo) e com as amigas (com destaque para Fabiana Karla e Carla Cristina Cardoso) forma o núcleo emocional do filme. São nessas trocas que o longa realmente encontra sua força.

É importante destacar como o filme lida com o câncer sem tornar a protagonista refém do sofrimento. A trama mostra os altos e baixos do tratamento quimioterapia, queda de cabelo, crises de medo, vulnerabilidade, mas também insere humor, afeto e vida nesses intervalos. O tom nunca é excessivamente leve nem exageradamente pesado. Essa habilidade de dosar emoção e normalidade, sem perder o respeito pela seriedade da doença, demonstra um domínio narrativo que poucos filmes do gênero conseguem alcançar.

A direção de Svartman também merece crédito. Ela compreende que a força do filme está nas relações, nos silêncios e nas microexpressões. É uma condução que valoriza o elenco, cria espaço para as atrizes respirarem em cena e evita dramatizações artificiais. A montagem acompanha esse ritmo, fluindo com naturalidade entre momentos introspectivos e passagens de maior energia emocional.

“Câncer com Ascendente em Virgem” não tem ambição de ser um grande épico ou de transformar a dor em espetáculo. E isso, na prática, é sua principal virtude. Trata-se de uma obra que se preocupa mais em construir conexões do que em impressionar. O público-alvo encontrará aqui um retrato afetivo e respeitoso da vivência feminina diante de uma experiência devastadora sem heroísmos forçados, sem moralismo, sem fórmulas.

Não se trata de um filme revolucionário, mas sim de uma proposta consistente e honesta, que faz jus à delicadeza do tema e à força das atrizes envolvidas. É um filme que emociona sem manipular, diverte sem desrespeitar e informa sem soar didático. Um trabalho que entende que representar o câncer na tela vai além da doença: trata-se de representar o cuidado, o acolhimento e, acima de tudo, o direito de continuar sendo quem se é.

Um acerto emocional e artístico, que merece ser visto com a mente aberta e o coração disponível.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: CinemaCríticaResenhaReview

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