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Crítica: “Confinado” (Locked)

Thrillers de espaço confinado costumam ser um teste de criatividade para diretores e roteiristas, e “Confinado” (Locked) passa nesse teste com um saldo positivo. O filme segue em cartaz nos cinemas dos Estados Unidos e estreia no Brasil em 9 de maio de 2025, com distribuição da Diamond Films. Com um elenco forte e uma premissa sufocante, ele consegue prender a atenção ao longo de seus 90 minutos, mesmo que alguns momentos soem um pouco exagerados.

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Crítica: “Confinado” (Locked)

A trama é simples e eficaz: Eddie (Bill Skarsgård) é um ladrão que escolhe o carro errado para roubar um SUV de luxo que, na verdade, é uma armadilha criada por William (Anthony Hopkins), um homem misterioso e vingativo. O que parecia ser um golpe fácil se transforma em um jogo de sobrevivência, onde Eddie precisa enfrentar não apenas a prisão dentro do carro, mas também as armadilhas cruéis preparadas por seu algoz.

O grande trunfo do filme está no trabalho de câmera e na atmosfera claustrofóbica que consegue criar. Yarovesky utiliza muito bem planos fechados e cortes rápidos para intensificar o desespero do protagonista, e a escolha de iluminação dentro do SUV adiciona uma camada extra de tensão. Skarsgård carrega o filme com uma atuação física e intensa, enquanto Hopkins, mesmo aparecendo pouco, dá um peso extra ao vilão apenas com sua voz e presença calculada.

Se há um problema, ele está na necessidade de esticar a trama para preencher a duração do longa. Algumas das armadilhas e torturas de William parecem convenientes demais, e há momentos em que a suspensão de descrença precisa trabalhar um pouco além do necessário. O filme também flerta com uma crítica social a clássica disputa entre classes e a questão da justiça por conta própria mas de forma muito superficial, sem aprofundar no tema.

Mesmo assim, “Confinado” entrega um thriller sólido e envolvente, que mantém o espectador atento do início ao fim. Com uma boa dose de tensão, atuações convincentes e um ritmo bem construído, ele funciona como uma experiência intensa e bem-executada, ainda que não reinvente o gênero. Se você gosta de filmes que exploram o terror psicológico em cenários limitados, essa é uma boa pedida.

Avaliação: 3.5 de 5.

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