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Crítica: “Davi – Nasce um Rei” (David)

Texto: Ygor Monroe
12 de janeiro de 2026
em Animação, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Entre cânticos, pedras arremessadas contra o impossível e um céu que parece sempre pronto para se abrir em sinal de milagre, uma antiga história bíblica ganha nova forma para uma geração criada entre telas, playlists e narrativas de superação. O que se desenha aqui é uma fábula animada que tenta transformar fé em espetáculo, emoção em melodia e destino em algo que se pode cantar.

Crítica: "Davi - Nasce um Rei" (David)
Crítica: “Davi – Nasce um Rei” (David)

“Davi Nasce um Rei” surge como uma produção pensada para o público infantil e familiar, abraçando uma linguagem que mistura musical, aventura e espiritualidade com cuidado quase cerimonial. O jovem pastor que encara Golias com uma funda e um punhado de pedras aparece menos como herói de guerra e mais como símbolo de pureza, alguém guiado por convicção e não por força bruta. A proposta do filme nunca se afasta dessa ideia de que a fé funciona como motor narrativo e emocional, e tudo ao redor de Davi orbita esse eixo.

A animação se ancora em um estilo que lembra outras produções religiosas recentes, com personagens de traços arredondados, cenários amplos e uma paleta de cores que reforça a ideia de um mundo moldado pela esperança. Nada aqui busca ruptura estética, mas sim conforto visual, algo que dialogue diretamente com pais e crianças que encontram nessas imagens uma extensão da mensagem que o roteiro quer transmitir.

O grande diferencial está no formato musical. Canções surgem para traduzir conflitos, decisões e dilemas internos, tentando dar ritmo a uma história que, em sua versão mais conhecida, é marcada por confrontos e tensão. Uma música como “I Will Not Be Afraid” funciona como um pico emocional, quase um manifesto de coragem em forma de refrão, enquanto outras faixas cumprem mais o papel de costurar cenas do que de criar momentos realmente memoráveis. A trilha sonora busca elevar a jornada de Davi ao território do épico emocional, mesmo quando nem todas as melodias alcançam esse impacto.

Depois da queda de Golias, o filme parece encontrar uma segunda respiração. O salto para a fase adulta do protagonista traz uma atmosfera mais densa, vilões mais bem desenhados e um cuidado maior na composição visual. É como se a narrativa finalmente permitisse que o mundo ao redor de Davi revelasse suas contradições, seus medos e suas disputas de poder. Esse trecho final carrega uma força que faltava no início, sugerindo que a história poderia ir mais longe se ousasse um pouco mais.

Ainda assim, existe uma frustração que acompanha toda a projeção. A promessa constante de grandes batalhas e conflitos épicos raramente se concretiza. Exércitos marcham, a música sobe, a expectativa cresce, mas a ação nunca explode de verdade. Para um público infantil acostumado a aventuras mais agitadas, isso cria uma sensação de espera que nunca encontra recompensa. O filme prefere proteger sua mensagem do que arriscar emoção visual, e isso limita o potencial de envolvimento.

“Davi Nasce um Rei” entende que sua missão principal é transmitir valores como fé, família e coragem, e nesse ponto ele cumpre o que promete. Como entretenimento, porém, caminha com mais cautela do que impacto. A obra funciona melhor como uma experiência afetiva para quem já se conecta com esse tipo de narrativa do que como uma animação capaz de competir com grandes produções do gênero. Ainda assim, dentro desse universo específico, encontra momentos de beleza, delicadeza e uma sinceridade que merecem ser reconhecidas.

“Davi Nasce um Rei”
Direção
: Brent Dawes e Phil Cunningham
Elenco: Asim Chaudhry, Phil Wickham, Brandon Engman
Disponível em: 15 de janeiro nos cinemas

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: Asim ChaudhryBrandon EngmanCríticaPhil WickhamResenhaReview

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