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Crítica: “Dele & Dela” (His & Hers)

Texto: Ygor Monroe
12 de janeiro de 2026
em Minisséries, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

O primeiro impacto vem como uma ferida aberta em meio à chuva, uma imagem que mistura beleza e horror de forma quase indecente. Sangue sobre metal, floresta engolindo segredos, um corpo que carrega mais perguntas do que respostas. A partir daí, a narrativa mergulha em um território em que culpa, desejo e memória disputam cada centímetro de silêncio. O suspense aqui surge menos da violência e mais do que cada personagem se recusa a dizer.

Se você já assistiu, confira aqui o final explicado de “Dele & Dela”.

Crítica: "Dele & Dela" (His & Hers)
Crítica: “Dele & Dela” (His & Hers)

Em “Dele & Dela”, Atlanta funciona como um espaço de fuga e também de aprisionamento para Anna Andrews, vivida por Tessa Thompson com uma presença que alterna fragilidade e ameaça. Jornalista afastada da própria vida, ela habita um apartamento que traduz seu estado emocional, caixas de correspondência ignoradas, garrafas vazias, um ar de abandono que contamina tudo. Quando um assassinato explode na pequena Dahlonega, sua cidade natal, a investigação vira um espelho incômodo do que ela tentou enterrar ao partir.

O retorno ao interior da Geórgia traz à tona um passado que pulsa sob cada diálogo. Ali, o detetive Jack Harper, interpretado por Jon Bernthal, surge como uma força bruta atravessada por rancor e desconfiança. O que deveria ser um simples confronto entre repórter e investigador se revela um jogo emocional muito mais sujo, já que os dois compartilham um casamento em ruínas e uma dor que jamais foi processada. Cada cena entre Anna e Jack vibra como um campo minado, no qual qualquer palavra fora do lugar pode detonar anos de ressentimento.

A série construída por Dee Johnson com base no livro de Alice Feeney aposta em um ritmo que prefere a sugestão ao excesso de explicações. Dahlonega se impõe como uma cidade que parece calma, mas guarda uma tensão subterrânea, algo que lembra o clima sufocante de “True Detective” ou a paranoia íntima de “Sharp Objects”. A câmera passeia por ruas pequenas, florestas úmidas e casas que escondem histórias demais para espaços tão reduzidos.

O roteiro compreende que segredos funcionam melhor quando nunca se mostram por completo. A perda do filho de Anna, por exemplo, se torna um vazio narrativo que engole tudo ao redor. O espectador percebe que aquela ausência moldou a relação com Jack, com o trabalho e com a própria identidade. Esse luto invisível vira o verdadeiro motor da trama, mais poderoso do que qualquer reviravolta policial.

Tessa Thompson domina cada enquadramento com uma interpretação que mistura dor crônica e uma vontade quase cruel de retomar o controle. Sua Anna manipula, provoca e observa, consciente de que sua posição de vítima pode ser uma arma. Jon Bernthal, por sua vez, traz para Jack um desgaste físico e moral que torna difícil separar o homem do detetive. Eles se enfrentam como dois sobreviventes do mesmo naufrágio, incapazes de admitir que ainda sangram pela mesma ferida.

“Dele & Dela” encontra sua força justamente nessa ambiguidade. Todo mundo parece culpado de alguma coisa, mesmo quando tenta parecer inocente. O assassinato que inicia a trama funciona como um catalisador para um estudo mais profundo sobre culpa, privilégio e os limites do afeto. O suspense deixa de ser sobre quem matou e passa a ser sobre quem realmente conhece quem.

A série constrói um jogo de espelhos no qual verdade e mentira se confundem a cada episódio. O que permanece é uma sensação de inquietação constante, uma certeza de que cada resposta carrega uma nova camada de dúvida. E talvez seja justamente esse desconforto que torna a experiência tão hipnótica.

“Dele & Dela”
Direção
: William Oldroyd
Elenco: Tessa Thompson, Jon Bernthal, Crystal Fox, Rebecca Rittenhouse, Pablo Schreiber
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: CríticaCrystal FoxJon BernthalPablo SchreiberRebecca RittenhouseResenhaReviewTessa Thompson

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