“Drácula: Uma História de Amor Eterno” se propõe a revisitar o mito do vampiro mais famoso da literatura com um olhar voltado para o romance e para a devoção inabalável. Aqui, o conde não é só o predador sombrio que assombra aldeias e atravessa os séculos sedento de sangue, mas também um homem aprisionado por um luto que nunca cicatrizou. O filme acompanha sua trajetória desde a perda devastadora de Elisabeta, no século XV, até a Belle Époque, quando a figura imortal se vê diante de uma mulher cuja semelhança com sua amada reacende uma esperança adormecida há quatrocentos anos.
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Luc Besson estrutura a narrativa em um equilíbrio entre o requinte visual e uma carga emocional que, por mais que oscile, sustenta a proposta central da história: a ideia de um amor que desafia o tempo. Há um cuidado inicial com a ambientação, especialmente nas sequências que exploram o contraste entre o esplendor das cortes europeias e a atmosfera mais densa e sombria do universo de Drácula. Os figurinos e alguns enquadramentos funcionam como convites visuais, criando um verniz sedutor que, no entanto, não se mantém com a mesma intensidade até o fim.
Apesar do apelo romântico, a construção dramática apresenta irregularidades. Certos diálogos soam artificiais e o ritmo sofre quando a narrativa tenta unir os elementos de terror clássico com a sensibilidade quase melodramática das cenas de reencontro. A jornada do conde se torna mais convincente nos momentos íntimos, quando o filme explora o gesto, o olhar e o silêncio como linguagem, mas perde força ao apostar em efeitos visuais pouco refinados e soluções narrativas apressadas.
O elenco alterna bons desempenhos e atuações sem brilho. Caleb Landry Jones traz um Drácula mais contido e introspectivo, cuja presença é magnética mesmo nos trechos menos inspirados. Matilda De Angelis, como Maria, entrega uma performance que equilibra vulnerabilidade e firmeza, sendo uma das figuras mais vivas em cena. Ainda assim, há um excesso de sexualização na caracterização feminina que enfraquece o peso dramático de personagens que poderiam ser mais complexas e memoráveis.
O terceiro ato, marcado por uma resolução acelerada, quebra parte da imersão conquistada no início e compromete o impacto final. Porém, há um mérito que resiste: a capacidade de provocar no espectador a curiosidade de revisitar outras interpretações do mito e perceber como cada adaptação molda um Drácula diferente, ora monstruoso, ora romântico, ora trágico. Essa versão, mesmo com suas fragilidades, encontra um charme próprio no modo como abraça o aspecto sentimental do personagem, fazendo dele menos um vilão e mais um homem que nunca deixou de esperar.
“Drácula: Uma História de Amor Eterno”
Direção: Luc Besson
Elenco: Caleb Landry Jones, Christoph Waltz, Zoë Bleu
Disponível em: cinemas
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