Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Esta Sou Eu” (This is I)

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Algumas histórias que não pedem licença para tocar em feridas abertas. Elas chegam com delicadeza, mas também com firmeza, lembrando que identidade não é um conceito abstrato, é sobrevivência cotidiana. “Esta Sou Eu” nasce desse lugar sensível, entre a dor e a celebração, entre o silêncio imposto e a voz que finalmente ecoa.

Crítica: "Esta Sou Eu" (This is I)
Crítica: “Esta Sou Eu” (This is I)

Baseado na autobiografia de Haruna Ai, o longa acompanha a trajetória de uma mulher trans que precisou enfrentar o peso do julgamento social para, só então, descobrir que a própria existência já era um ato de coragem. A narrativa percorre a infância, os conflitos familiares, os primeiros passos rumo à afirmação de gênero e o encontro decisivo com o médico que mudaria sua vida. Não é apenas uma biografia, é um manifesto sobre o direito de ser.

O filme aposta em uma montanha-russa emocional que alterna momentos de dureza brutal com sequências quase eufóricas. O curioso é como essa transição funciona. Em uma cena, o drama é contido, realista, quase silencioso. Na seguinte, a história explode em cor, música e movimento, como se o corpo finalmente pudesse dançar aquilo que antes era reprimido. Essa oscilação entre o íntimo e o espetáculo não soa artificial, soa libertadora.

A interpretação de Haruki Mochizuki impressiona pela entrega. Há algo de profundamente pessoal em cada gesto, como se o ator compreendesse que representar Haruna exige mais do que técnica, exige respeito. Não se trata de imitação, mas de encarnar vulnerabilidades. E isso faz diferença.

O roteiro, por vezes, divide a atenção entre a protagonista e o Dr. Wada, o cirurgião pioneiro em afirmação de gênero no Japão. Essa dualidade poderia comprometer o ritmo, mas acaba ampliando o alcance da narrativa. A história não fala apenas sobre transição de gênero, fala sobre transformação humana. O médico também carrega suas dores, seus dilemas, suas perdas. Ao cruzar os destinos dos dois, o filme constrói um retrato de cumplicidade e empatia raro em cinebiografias.

Visualmente, “Esta Sou Eu” é um deleite. A paleta de cores, os figurinos, a iluminação, tudo parece pensado para refletir estados emocionais. Tons vibrantes surgem quando a personagem encontra espaços de liberdade. Cores mais frias dominam nos momentos de conflito interno. Nada ali é gratuito. A estética trabalha a favor da narrativa, reforçando que identidade também é expressão.

Como toda cinebiografia, o filme por vezes assume uma estrutura mais convencional, avançando por eventos marcantes quase como capítulos obrigatórios. Ainda assim, a escolha dos momentos retratados demonstra cuidado. Não há exploração sensacionalista do sofrimento. Há, sim, a exposição honesta de uma trajetória difícil, mas repleta de amor.

E talvez seja esse o maior mérito da obra dirigida por Yusaku Matsumoto. Em vez de transformar Haruna em símbolo intocável, o filme a apresenta como pessoa. Com família, amigos, dúvidas, erros e afetos. Os personagens ao redor não são caricaturas nem vilões simplistas. São indivíduos aprendendo, errando e crescendo. A empatia é o fio condutor que sustenta cada cena.

Para um filme japonês centrado na vivência de uma mulher trans, o cuidado na representação é evidente. A narrativa entende a responsabilidade que carrega e trata a história com dignidade. Eventuais questões técnicas ou de ritmo tornam-se secundárias diante da força emocional do conjunto. “Esta Sou Eu” é, acima de tudo, um filme sobre vida. Sobre cair e levantar. Sobre reconhecer que o espelho pode ser um inimigo cruel, mas também pode se tornar um aliado quando a autoaceitação finalmente chega. É impossível atravessar essa jornada sem sentir algo se mover por dentro.

“Esta Sou Eu”
Direção:
Yusaku Matsumoto
Elenco: Chihara Seiji, Kaito Yoshimura, Shido Nakamura, Tae Kimura, Takumi Saito
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: Chihara SeijiCríticaKaito YoshimuraResenhaReviewShido NakamuraTae KimuraTakumi Saito

Conteúdo Relacionado

Amazon Prime Video

Crítica: “Detetive Alex Cross” (Cross) – segunda temporada

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Amazon Prime Video

Crítica: “Metas de Relacionamento” (Relationship Goals)

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Quarto do Pânico”

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Amazon Prime Video

Crítica: “Love Me Love Me”

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Salve Geral: Irmandade”

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “A Cela dos Milagres” (La Celda de los Milagros)

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Ah, a Amizade…” (Yoh! Bestie)

Texto: Ygor Monroe
13 de fevereiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d