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Crítica: “Extermínio 2” (28 Weeks Later)

Texto: Ygor Monroe
23 de junho de 2025
em Cinemas/Filmes, Disney+, Resenhas/Críticas, Streaming

O que “Extermínio 2” faz, acima de tudo, é provar que uma sequência pode existir não como sombra, mas como discurso próprio. Juan Carlos Fresnadillo assume o universo criado por “Extermínio”, de Danny Boyle, e transforma a ressaca do apocalipse em um espetáculo de decadência moral. Se o primeiro longa era a chegada do vírus, este aqui trata da ilusão de controle. E é justamente por expor essa ilusão como uma farsa grandiosa que o filme cresce tanto como narrativa quanto como alegoria.

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Crítica: "Extermínio 2" (28 Weeks Later)
Crítica: “Extermínio 2” (28 Weeks Later)

Esqueça a esperança, o alívio da reconstrução ou qualquer zona segura emocional. O filme faz questão de destruir, um a um, os pilares em que o espectador busca se apoiar. Primeiro a família, que se apresenta como centro dramático apenas para ser consumida por escolhas egoístas, decisões falhas e um sistema que não sabe o que proteger. Depois, a estrutura militar, que surge como força estabilizadora mas logo revela seu apodrecimento interno, afundado em hierarquia desumana e respostas automáticas para dilemas que pedem humanidade.

Fresnadillo entende que a brutalidade não precisa ser gratuita se ela estiver a serviço da linguagem. A câmera treme, o corte é rápido, a ação é suja, o som é abrasivo, e nada disso é por acaso. Existe uma estética da violência que se recusa a oferecer o conforto do espetáculo. Tudo o que vemos é desconfortável, incontrolável, muitas vezes confuso. E é aí que reside a inteligência do filme: ele coloca o espectador dentro do caos, sem distância, sem proteção, sem tempo de absorver.

Do ponto de vista narrativo, há algo de cruel e fascinante na forma como o longa subverte expectativas. O protagonista não é exatamente quem esperávamos, a empatia muda de lugar, e o moralmente correto se dissolve em zonas cinzentas onde sobrevivência e covardia caminham lado a lado. Nenhum personagem é herói. A maioria, inclusive, parece existir apenas para reafirmar o fracasso de qualquer tentativa de controle em um mundo à beira do colapso biológico e simbólico.

Há uma camada política que se impõe de forma quase inevitável. Os Estados Unidos entram como salvadores, com promessas de reconstrução e segurança, mas se revelam como força invasora, arrogante, incapaz de entender o terreno que ocupam. As metáforas sobre ocupação, vigilância e autoritarismo estão ali o tempo todo, diluídas em uma trama que não precisa explicar nada porque mostra tudo. E mostra com frieza.

Claro que o filme escorrega em alguns momentos. Certas escolhas visuais buscam impacto fácil, há simbolismos que se repetem com menos sutileza e, em trechos específicos, o filme parece ceder ao formato de blockbuster quando tudo indicava uma experiência mais ousada. Mas isso não o diminui. Apenas evidencia o conflito de um projeto que tenta conciliar urgência artística com uma estrutura de gênero muitas vezes engessada.

“Extermínio 2” é um filme de sobrevivência onde a maior ameaça não são os infectados, mas as decisões humanas, sempre contaminadas por egoísmo, medo e ideologia. Ele começa quando o pior já aconteceu e caminha para mostrar que talvez o pior ainda esteja por vir. A infecção não está só no sangue. Está na política, nas ordens, na passividade, na promessa vazia de recomeço.

Não é uma continuação à altura do original porque se recusa a ser apenas continuação. É um espelho distorcido, desesperado, mais ruidoso e, talvez por isso mesmo, ainda mais necessário.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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