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Crítica: “Família de Aluguel” (Rental Family)

Texto: Ygor Monroe
30 de dezembro de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Antes de qualquer explicação racional, surge uma sensação estranhamente confortável. Um sorriso que se forma sem pedir licença e, logo depois, um aperto silencioso no peito. É nesse espaço ambíguo entre afeto e encenação que “Família de Aluguel” constrói sua identidade, apostando em um cinema delicado que observa relações humanas como quem pisa em vidro fino, com cuidado, curiosidade e uma dose assumida de artificialidade.

Crítica: "Família de Aluguel" (Rental Family)
Crítica: “Família de Aluguel” (Rental Family)

Ambientado em Tóquio, o filme acompanha um ator americano em crise profissional e existencial, vivido por Brendan Fraser com uma vulnerabilidade que desarma. Perdido entre testes fracassados e a ausência de propósito, ele encontra estabilidade em um serviço improvável, uma agência especializada em oferecer vínculos sob demanda. Pai por algumas horas, noivo por um dia, amigo por conveniência. Tudo nasce como trabalho, tudo carrega prazo de validade. O que o filme questiona é o que acontece quando o afeto ignora esse contrato invisível.

A proposta de “Família De Aluguel” nunca se limita à curiosidade cultural. A agência funciona como espelho de uma sociedade que aprende a terceirizar emoções, ao mesmo tempo em que revela o desejo universal por pertencimento. Cada cliente surge movido por carência, pressão social ou necessidade de validação. Alguns buscam dignidade, outros conforto, outros uma pequena mentira capaz de sustentar a própria rotina. O filme entende que nem toda relação precisa ser eterna para ser verdadeira naquele instante.

Brendan Fraser conduz essa travessia com uma atuação contida, mas profundamente empática. Seu personagem não se coloca acima da situação. Ele também negocia afeto, companhia e reconhecimento em relações que vivem nesse mesmo território nebuloso entre troca e entrega. A narrativa jamais o absolve ou o condena. Observa. Acompanha. Permite que o desconforto exista. A atuação funciona justamente porque aceita a fragilidade como motor emocional.

Mitsuyo Miyazaki dirige o filme com sensibilidade quase silenciosa. A câmera prefere os gestos pequenos, os olhares prolongados, os vazios entre uma fala e outra. O humor surge de forma orgânica, muitas vezes inesperada, equilibrando leveza e melancolia sem recorrer ao exagero. Quando a emoção aperta, ela vem sem pedir desculpa. E funciona. Mesmo consciente da engenharia emocional, o espectador se deixa levar. Porque, em certos momentos, é exatamente isso que se busca.

O roteiro entende que a linha entre cuidado e engano nunca é reta. Há manipulação, sim. Há encenação. Mas há também escolha mútua. O filme sugere que, quando duas partes aceitam a ficção, ela pode se tornar abrigo temporário. Essa ambiguidade sustenta os momentos mais fortes da narrativa, especialmente quando o protagonista assume papéis que ressoam com aquilo que ele próprio sente faltar.

“Família De Aluguel” reconhece seus clichês e não tenta fugir deles. Abraça o conforto, aposta no calor humano e aceita o risco da comoção. Ainda assim, encontra potência ao tratar essas relações com respeito, inclusive quando toca em temas como trabalho emocional e vínculos transacionais, sem moralismo ou julgamento fácil. É um filme que acredita na gentileza como gesto político.

No fim, fica a sensação de que algumas histórias existem para lembrar que afeto também pode ser ensaiado, mas isso jamais o torna menos real enquanto dura. Um cinema que aquece, provoca e emociona, mesmo sabendo exatamente onde quer chegar.

“Família De Aluguel”
Direção
: Mitsuyo Miyazaki
Roteiro: Mitsuyo Miyazaki, Stephen Blahut
Elenco: Brendan Fraser, Mari Yamamoto, Takehiro Hira
Disponível em: 8 de janeiro de 2026 nos cinemas

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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