Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: Gaby Amarantos, “Rock Doido”

Texto: Ygor Monroe
10 de setembro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Há artistas que lançam discos e há artistas que criam universos. Com “Rock Doido”, Gaby Amarantos reafirma seu lugar como uma das vozes mais inventivas, destemidas e necessárias da música brasileira. O álbum de 22 faixas, lançado junto ao curta-metragem “Rock Doido: O Filme”, é uma obra que foge das regras de mercado e transforma a experiência de ouvir música em um mergulho cultural profundo. Mais do que um disco, “Rock Doido” é uma experiência audiovisual que eleva a cultura do Pará a um patamar de sofisticação raramente visto, sem jamais perder sua energia popular e seu espírito de rua.

  • 49ª Mostra de SP apresenta “Bugonia”, novo filme do diretor Yorgos Lanthimos
  • Final explicado: “Wandinha”, segunda temporada – parte 2
  • Guia de sobrevivência no The Town 2025
Crítica: Gaby Amarantos, "Rock Doido"
Crítica: Gaby Amarantos, “Rock Doido”

Gravado em Belém, o curta-metragem que acompanha o projeto é dirigido por Guilherme Takshy, Naré e pela própria artista. Filmado em plano-sequência, ele não apenas serve como um complemento visual, mas também reforça o caráter narrativo e coeso do álbum, que foi concebido como uma narrativa contínua, sem pausas, à semelhança dos lendários sets de DJs de aparelhagem que animam o norte do país. O disco soa como uma verdadeira viagem sonora, uma trilha única que não se interrompe, mas se transforma, criando um fluxo narrativo ininterrupto e magnético.

“Rock Doido” é a síntese de uma carreira construída sobre o orgulho das raízes culturais e a coragem de expandir fronteiras. Se “TecnoShow” já havia colocado Gaby sob os holofotes internacionais e lhe rendido um Latin Grammy, aqui ela dá um passo além: abandona qualquer resquício de fórmula radiofônica e abraça a ousadia artística em sua forma mais plena. A estética do tecnobrega e do tecnomelody é elevada a uma proposta de álbum-conceito sofisticado, mas que ainda preserva toda a irreverência e a força pulsante das festas de aparelhagem.

As faixas, embora curtas, não funcionam como músicas isoladas, mas como capítulos de uma narrativa musical maior. É difícil destacar uma ou outra música sem sentir que se está descontextualizando a experiência, mas “Te Amo Fudido”, “Short Beira Cu”, “Mamãe Mandou” e “Cerveja Voadora” se destacam pelo humor, pela energia e pela personalidade explosiva que só Gaby é capaz de imprimir. Cada transição é um convite a continuar ouvindo sem pausas, tornando o disco uma experiência hipnótica, quase ritualística, onde a repetição de batidas e efeitos deixa de ser um defeito e se torna uma assinatura.

O grande feito de “Rock Doido” está na forma como Gaby transforma referências populares em uma obra conceitual sem perder o caráter democrático da música paraense. O tecnobrega e o tecnomelody surgem aqui não como gêneros regionais limitados a um público específico, mas como movimentos culturais gigantescos, ricos em identidade e capazes de dialogar com a música pop global. A artista faz isso com uma maestria que poucos artistas brasileiros conseguem alcançar, unindo inovação estética, autenticidade e uma produção que, mesmo ao flertar com o caos, é meticulosamente planejada.

As participações de nomes como Viviane Batidão, Lauana Prado, Gang do Eletro e MC Dourado ampliam ainda mais esse mosaico cultural. Cada colaboração soa orgânica, reforçando a ideia de que “Rock Doido” não é um álbum feito para fabricar singles ou competir em charts, mas sim para registrar um movimento, eternizar um som e criar um marco na música brasileira. É um disco que exige uma escuta atenta e que recompensa quem se entrega ao seu fluxo.

Com este projeto, Gaby Amarantos não entrega apenas música: ela entrega um manifesto. “Rock Doido” é a celebração de uma cena cultural que o Brasil já deveria tratar com o mesmo respeito dado a movimentos internacionais. O tecnomelody, o brega, o carimbó eletrônico e todas as vertentes que inspiraram esse trabalho não são estéticas periféricas, são expressões artísticas legítimas que refletem a criatividade e a efervescência cultural da região Norte do país.

A artista prova que é possível transformar esse universo em uma obra que compete de igual para igual com produções globais em termos de ousadia, conceito e narrativa. Poucos álbuns lançados nos últimos anos têm a coragem de romper com a lógica do consumo rápido e apostar em uma experiência completa, sensorial e visual. “Rock Doido” é um desses raros trabalhos que nascem clássicos.

Em um momento em que muitos artistas priorizam lançamentos fragmentados e hits descartáveis, Gaby Amarantos entrega um álbum que não só merece prêmios, mas que ficará marcado como um dos trabalhos mais originais e importantes da música brasileira. “Rock Doido” é uma celebração da cultura do Pará, uma carta de amor ao tecnomelody e um lembrete poderoso de que o Brasil tem uma das cenas mais criativas do mundo. Um disco para ouvir sem interrupções, para ver, sentir e viver.

Nota: 100/100 | Gaby Amarantos, “Rock Doido”

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Música

Anitta reúne fãs em Salvador para audição exclusiva de novo projeto

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Música

Spotify abre votação de hit do verão com Anitta e Léo Santana

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Música

Com “a1”, Clau apresenta fase mais orgânica e confessional de sua nova era

Texto: Eduardo Fonseca
2 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Os Malditos” (The Damned)

Texto: Ygor Monroe
2 de fevereiro de 2026
Destaques

Grammy 2026: confira os vencedores das principais categorias

Texto: Ygor Monroe
2 de fevereiro de 2026
Música

Entre retornos históricos e caos criativo: o que o pop já mostra em 2026

Texto: Ygor Monroe
1 de fevereiro de 2026
Documentários

Crítica: “Quebra de Juramento – Um Médico no Banco dos Réus”

Texto: Ygor Monroe
31 de janeiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d