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Crítica: Ghost, “Skeletá”

Texto: Ygor Monroe
29 de abril de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

“Skeletá” marca o sexto álbum de estúdio da banda sueca Ghost, lançado em 25 de abril de 2025 pela Loma Vista Recordings. Antecipado pelos singles “Satanized”, “Lachryma” e “Peacefield”, o disco surge em um momento emblemático: após um hiato iniciado com o lançamento do filme “Ghost: Rite Here Rite Now”, seguido por ações promocionais criptografadas e a introdução de uma nova encarnação do vocalista Tobias Forge o Papa V Perpetua.

Saiba quais os álbuns internacionais que serão lançados em 2025

Crítica: Ghost, "Skeletá"
Crítica: Ghost, “Skeletá”

O novo personagem é mais que um avatar teatral. Serve como elemento simbólico para o lirismo mais introspectivo, segundo o próprio grupo, e como catalisador da narrativa visual e musical do álbum. Com dez faixas e 46 minutos de duração, “Skeletá” consolida a identidade estética inaugurada em “Impera” (2022), ao mesmo tempo em que a refina e condensa.

Se “Impera” apresentou uma guinada em direção ao Aor, ao Glam Rock e ao Hard Rock radiofônico dos anos 1980, “Skeletá” opera como um refinamento dessa proposta abandonando os excessos conceituais e preenchimentos dramáticos em nome de uma estrutura mais coesa. Há menos faixas, mas mais substância. O disco se esquiva de interlúdios e momentos descartáveis, favorecendo arranjos mais focados e diretos, sem comprometer a identidade teatral que caracteriza o Ghost.

A produção, como de costume, é polida e grandiosa. As guitarras são saturadas com o brilho melódico característico do power pop e do metal sinfônico leve, mas há espaço para riffs mais pesados e climáticos, como evidenciado em “Marks of the Evil One” uma faixa com um dos riffs mais memoráveis de toda a discografia da banda. A engenharia de som valoriza tanto a acessibilidade do disco quanto sua dimensão épica, com vocais em múltiplas camadas e reverberações propositadamente exageradas que ampliam a atmosfera litúrgica da obra.

“Satanized”, faixa de abertura e single principal, representa uma síntese eficaz da proposta do álbum: lirismo provocativo, ganchos melódicos imediatos e construção harmônica pautada na tensão entre o eclesiástico e o profano. Sua performance vocal incorpora uma teatralidade intensa que justifica o conceito de “posse demoníaca” usado na divulgação.

“Lachryma”, por sua vez, oferece uma dinâmica mais melancólica e contida, reforçando o lado emocional do Papa V Perpetua. Já “Umbra” resgata elementos mais característicos da fase “Prequelle”, com arranjos progressivos e uso mais evidente de teclados atmosféricos. “Guiding Lights” surpreende como faixa subestimada — seu refrão, altamente memorável, demonstra o domínio do Ghost na criação de músicas pop mascaradas sob estética metalizada.

A única exceção negativa é “Missilia Amori”, uma faixa que falha em desenvolver seu tema central e soa deslocada frente ao restante da tracklist. Ainda assim, é um desvio isolado em um álbum surpreendentemente coeso.

É inevitável comparar “Skeletá” com seus predecessores imediatos. Em termos de apelo estético e ambição narrativa, “Impera” ainda se destaca como uma obra mais cinematográfica e expansiva. Seus pontos altos — apesar de acompanhados de momentos esquecíveis — alcançaram picos criativos superiores. Já “Skeletá” opta por um caminho mais controlado, priorizando consistência e coesão. O resultado é um álbum que flui com facilidade, soa menos inchado e, por isso mesmo, mais eficiente como experiência sonora contínua.

A duração similar aos 46 minutos de “Impera” engana: “Skeletá” parece mais curto por não se perder em desvios ou interlúdios, e isso joga a favor de sua fluidez. Cada faixa contribui diretamente para o corpo do disco, evitando redundância ou repetição temática.

“Skeletá” representa um passo maduro e consciente do Ghost. Ainda que não atinja o impacto icônico de “Prequelle”, entrega uma proposta estética e sonora com clareza e precisão. Se “Impera” tropeçava na tentativa de ser um épico grandioso, “Skeletá” abraça a ideia de ser apenas um excelente álbum de rock moderno, com doses generosas de teatralidade, ganchos e sofisticação melódica.

A expectativa, agora, gira em torno da capacidade da banda de fundir o refinamento de “Skeletá” com a monumentalidade de “Impera” em futuros lançamentos. Se conseguirem essa fusão, Ghost poderá alcançar seu ponto mais alto desde “Prequelle”.

Nota: 66/100

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