Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Invencível” (The Unbreakable Boy)

Texto: Ygor Monroe
10 de maio de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“Invencível” tenta se apresentar como um drama familiar edificante baseado em uma história real, centrado em Austin, um garoto com autismo e osteogênese imperfeita (doença dos ossos frágeis), e na relação com seu pai, Scott. Mas o que poderia ser uma obra sensível sobre neurodivergência e superação se torna um produto domesticado e excessivamente orientado para agradar um público específico, com apelo quase catequético. O filme fracassa justamente ao se propor a representar uma vivência complexa como a do autismo dentro da lógica previsível e sentimentalizada de uma narrativa inspiracional tradicional.

Saiba quais os álbuns internacionais que serão lançados em 2025

Crítica: "Invencível" (The Unbreakable Boy)
Crítica: “Invencível” (The Unbreakable Boy)

A direção de Jon Gunn não só adota um tom excessivamente polido e artificial como recorre a uma estrutura dramática repleta de clichês típicos de filmes sobre doenças raras e relações familiares “difíceis”, incluindo o trope do pai ausente ou emocionalmente distante que precisa aprender a amar seu filho como ele é. Zachary Levi interpreta Scott com uma entrega que beira o automático, navegando entre o drama pessoal do alcoolismo mal resolvido e a culpa pelo distanciamento afetivo com o filho. Entretanto, o maior problema não está na atuação, mas na centralidade dada a esse personagem.

O verdadeiro protagonista, Austin, interpretado com carisma por Jacob Laval, aparece quase como uma coadjuvante na própria história. O título e o material promocional prometem um filme sobre ele, mas a montagem e o foco narrativo se concentram quase exclusivamente no arco de redenção do pai. A presença de Austin funciona como um catalisador moral para a transformação dos adultos ao redor — uma abordagem já desgastada e que trata a neurodivergência como metáfora para crescimento alheio, e não como experiência legítima e complexa por si só.

Há cenas pontuais que capturam bem a singularidade do olhar de Austin sobre o mundo — sua relação com a imaginação, sua espontaneidade e sua alegria genuína —, mas elas são rapidamente suprimidas em favor de subtramas paralelas ou resoluções fáceis. O uso de elementos religiosos discretos, porém perceptíveis, revela uma tentativa de alinhar o filme a uma audiência mais conservadora e devota, o que em si não seria um problema se não implicasse uma visão reducionista da neurodivergência como algo a ser “aceito” com resignação e fé.

A construção dramática do roteiro é marcada por uma previsibilidade estrutural: o filme antecipa seus conflitos e soluções com tamanha obviedade que a jornada emocional perde o impacto. É possível prever quase todos os desfechos a partir da metade da projeção, o que retira qualquer potência narrativa e aprofunda a sensação de que se trata de um projeto genérico, feito para cumprir fórmulas.

Além das limitações narrativas, o filme carrega uma carga ética problemática. Zachary Levi, que já fez declarações antivacina associando, de forma equivocada, imunizações ao autismo, representa justamente o pai de uma criança autista. Essa escolha de casting adiciona uma camada desconfortável e incoerente ao projeto — comprometendo sua credibilidade pública e gerando ruídos éticos sérios sobre a intenção por trás da produção.

A tentativa de humanizar Austin por meio da “alegria contagiante” se transforma em uma visão infantilizada e idealizada da pessoa autista, negando sua agência e complexidade. O filme falha em abordar a neurodiversidade como um espectro real de experiências, optando por uma versão diluída, digestível e confortável para um público que quer se emocionar, mas não se confrontar.

“Invencível” não é um filme sobre inclusão. É um filme sobre superação vista de fora, e essa perspectiva o torna incapaz de oferecer algo autêntico ou relevante ao debate sobre deficiência e representatividade no cinema. Em vez de dar voz ao menino cuja história o filme supostamente quer contar, ele silencia suas nuances em prol de um melodrama edificante, previsível e superficial.

⭐

Avaliação: 1 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CinemaCríticaLançamentoResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Cinemas/Filmes

Isabela Quilodrán une atuação e roteiro em novo projeto filmado no exterior

Texto: Eduardo Fonseca
4 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Destruição Final 2” (Greenland 2: Migration)

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Patinando no Amor” (Finding Her Edge) – primeira temporada

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

“Michael” apresenta fases decisivas da carreira de Michael Jackson em novo trailer

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Os Malditos” (The Damned)

Texto: Ygor Monroe
2 de fevereiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d