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Crítica: Khalid, “After the Sun Goes Down”

Texto: Ygor Monroe
13 de outubro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Khalid sempre foi um artista que cresceu à sombra do próprio brilho. Desde “American Teen”, sua voz suave e melancólica desenhava um retrato íntimo da juventude moderna, mas em “After the Sun Goes Down” ele parece, finalmente, querer que o mundo o veja inteiro luz, sombra e tudo o que existe entre elas. Este é o disco em que Khalid se reinventa sem pedir licença.

Crítica: Khalid, "After the Sun Goes Down"
Crítica: Khalid, “After the Sun Goes Down”

O sexto álbum do cantor norte-americano soa como um ponto de virada. A produção, comandada por nomes como ILYA e Darkchild, entrega uma fusão elegante entre pop, R&B e texturas eletrônicas globais. É um trabalho que pulsa, respira e se movimenta com confiança. Há batidas que brilham na pista e versos que ecoam no íntimo, provando que a dualidade entre festa e solidão continua sendo o território favorito de Khalid.

Mas o que torna “After the Sun Goes Down” especial está além das escolhas sonoras. Pela primeira vez, o artista parece cantar sem medo de ser quem é. As letras assumem tons mais ousados, de desejo, de liberdade e de descoberta. Há um lirismo queer explícito e bonito, que celebra a autenticidade sem transformá-la em bandeira. Tudo é dito com sutileza, mas com a firmeza de quem finalmente se escuta e se reconhece.

O disco tem alma noturna, feita para quando o corpo dança e o pensamento vagueia. As faixas transitam entre o calor e o arrepio, o toque e a ausência. A primeira metade é arrebatadora: cheia de refrães marcantes e grooves envolventes, com canções que soam vivas, prontas para explodir nas caixas de som e nos fones. É onde Khalid brilha mais quando equilibra a sensualidade com a melancolia. A segunda metade é mais contemplativa, mais bruta em sentimento, e talvez por isso menos imediata, mas ainda necessária para sustentar o arco emocional da obra.

O ponto mais interessante está no domínio que ele exerce sobre a própria narrativa. “After the Sun Goes Down” é inteiramente autoral, escrito por Khalid do início ao fim. Isso transparece na coerência emocional do álbum, mesmo quando algumas faixas soam menos memoráveis. Há uma clareza na forma como ele constrói atmosferas, como se cada som fosse parte de uma conversa íntima entre quem canta e quem ouve.

Tecnicamente, o disco impressiona pela produção limpa, mas não estéril. As camadas eletrônicas se misturam a arranjos orgânicos e a voz de Khalid aparece em primeiro plano, mais madura e versátil. Ele brinca com o falsete, testa nuances e, acima de tudo, transmite presença. Mesmo nas faixas mais dançantes, há sempre uma melancolia sutil pairando, como se cada batida viesse acompanhada de um pensamento que ele prefere não dizer em voz alta.

“After the Sun Goes Down” é, talvez, o disco mais completo de Khalid até agora. Ele encontra um equilíbrio raro entre leveza pop e profundidade emocional, entre introspecção e entrega. O que antes soava contido agora é libertador. O que antes parecia juvenil agora é confiante.

Ao final, o álbum deixa a sensação de que Khalid enfim entendeu que vulnerabilidade e força habitam o mesmo corpo. Que dançar pode ser tão verdadeiro quanto se confessar. Que, às vezes, o sol precisa se pôr para que alguém aprenda a brilhar de verdade. “After the Sun Goes Down” é o som desse despertar: um disco que escurece para poder iluminar.

Nota: 85/100 | Khalid, “After the Sun Goes Down”

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Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

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