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Crítica: Lagum, “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”

Texto: Ygor Monroe
1 de junho de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

O quinto disco de estúdio do Lagum é o trabalho mais ousado e consciente da banda até aqui. Há uma intenção clara em abandonar os atalhos fáceis de uma sonoridade adolescente para encontrar uma estética mais adulta, mais densa e mais pensada. O título “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” não funciona apenas como uma proposta conceitual. Ele sintetiza, com precisão, o território artístico que o grupo decide ocupar: um lugar onde forma, emoção e transformação se entrelaçam em equilíbrio técnico e sensível.

Quem é Sombr, artista com duas músicas seguidas no Top 50 Global do Spotify

Crítica: Lagum, "As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo"
Crítica: Lagum, “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”

Existe uma elegância deliberada na maneira como o disco recusa o previsível. A produção, assinada por Paul Ralphes, acerta ao priorizar textura e profundidade em vez de brilho superficial. Cada escolha de arranjo parece calculada para fugir da repetição. O resultado é um álbum que dialoga com a própria discografia da banda, mas também a desafia.

A engenharia do som, feita com atenção cirúrgica no estúdio Ilhota, em Belo Horizonte, respeita a dinâmica das composições. O silêncio importa. A ambiência importa. Nada é gratuito. Os instrumentos respiram, os vocais se equilibram entre o cru e o melódico, e os timbres apontam para um domínio estético mais seguro de si. A presença de Céu, por exemplo, não aparece como um enfeite de ocasião, mas como extensão emocional de um álbum que sabe onde quer tocar.

O Lagum que emerge desse trabalho não é o mesmo que iniciou sua trajetória. Há maturidade nas letras, sofisticação nos arranjos e, principalmente, coragem para encarar o desconforto da própria mudança. O que antes era lugar-comum agora vira material de composição introspectiva, observadora, mas ainda acessível.

Se há algo a se observar criticamente, é que o disco aponta para um limite estrutural. A banda chega ao seu ápice técnico dentro de uma fórmula que começa a mostrar sinais de esgotamento. A sonoridade, embora refinada, corre o risco de se tornar previsível se não for reinventada a tempo. Essa obra funciona como um platô criativo: potente o bastante para emocionar, mas que também escancara a necessidade de uma reinvenção futura. O disco acerta em quase tudo, mas deixa aberta a pergunta sobre qual será o próximo passo.

“As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” é o Lagum operando no seu ponto mais alto de consciência artística. Um disco que abraça a beleza e o caos do cotidiano com honestidade, técnica e identidade. Um álbum que entende que crescer, artisticamente, é também saber onde se pode cair. E ainda assim seguir.

Nota: 79/100

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