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Crítica: Layne Fargo, “Os Favoritos”

Texto: Ygor Monroe
19 de março de 2025
em Livros, Resenhas/Críticas

Em “Os Favoritos”, Layne Fargo entrega exatamente aquilo que romances hypados prometem, mas raramente cumprem: intensidade real, personagens imperfeitos ao ponto de serem odiosos e, sobretudo, uma narrativa que não subestima a inteligência do leitor. Publicado no Brasil pela Paralela, o livro mergulha no universo competitivo e glamouroso da patinação artística, mas sem a superfície brilhante que costumamos ver. Aqui, o brilho vem do jogo sujo, da ambição sufocante e das obsessões que não encontram redenção.

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Crítica: Layne Fargo, “Os Favoritos”
Crítica: Layne Fargo, “Os Favoritos”

Katarina Shaw é o tipo de protagonista que poderia facilmente escorregar para a caricatura: determinada, solitária, moldada pelas circunstâncias adversas. Fargo, no entanto, recusa esse caminho fácil. Kat não é “a mocinha” injustiçada, tampouco uma anti-heroína clássica. Ela é uma mulher que carrega uma fome que ultrapassa os limites aceitáveis, e é justamente por isso que sua trajetória prende tanto.

A química explosiva entre Kat e Heath Rocha, seu parceiro no gelo e na vida, é outro ponto central do livro. Fargo constrói uma relação tão volátil quanto fascinante, guiada menos pelo romance açucarado e mais pela colisão de dois egos inflamados. O incidente que destrói essa parceria, longe de ser um mero plot twist, serve como um catalisador para tudo que virá depois e quando, dez anos mais tarde, um documentário ameaça revirar velhas feridas, o livro abandona de vez qualquer fórmula previsível.

É fácil entender por que “Os Favoritos” vem sendo comparado a obras de Taylor Jenkins Reid. Assim como em “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” ou “Daisy Jones & The Six”, há aqui um fascínio pelo culto às celebridades e pela construção pública das narrativas. Mas Fargo não tenta suavizar seus personagens ou entregar redenções fáceis. Se Reid escreve sobre glamour com uma pitada de melancolia, Fargo prefere rasgar de vez o verniz: seu mundo é afiado, ambicioso e implacável.

“Os Favoritos” também se destaca pelo ritmo. Layne Fargo tem plena consciência de como manipular o tempo narrativo a alternância entre presente e passado, o crescimento da tensão conforme segredos antigos são revelados, tudo é milimetricamente calculado. Há momentos em que a raiva que sentimos por determinados personagens beira o insuportável, e ainda assim é impossível largar o livro. O ódio que o leitor sente não desqualifica a experiência, pelo contrário: é combustível para avançar página após página.

Para leitores acostumados com romances esportivos ou dramas sobre ascensão e queda, Fargo oferece uma proposta muito mais corrosiva. Não há mocinhos ou vilões claros, não há redenção plena. Existe ambição, competição e a certeza de que, por trás de cada salto perfeito no gelo, existe um preço pago no escuro.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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