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Crítica: Lorde, “Solar Power”

Texto: Ygor Monroe
19 de maio de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Lorde lançou em agosto de 2021 seu terceiro álbum de estúdio, “Solar Power”, fruto da parceria com o produtor Jack Antonoff, que já havia colaborado com ela em “Melodrama” (2017). O disco foi lançado exclusivamente em plataformas digitais, streaming e vinil, uma decisão alinhada com o compromisso ambiental da artista, que optou por não produzir CDs.

Saiba quais os álbuns internacionais que serão lançados em 2025

Crítica: Lorde, “Solar Power”

O título do álbum foi inspirado pela viagem que Lorde fez à Antártida em 2019, uma experiência narrada em seu livro “Going South”, lançado pouco antes do disco. Ela descreveu a criação do álbum como um momento para relaxar e se reconectar consigo mesma. Antes do lançamento oficial, foram lançados os singles “Solar Power”, “Stoned at the Nail Salon” e “Mood Ring”.

Musicalmente, o álbum marca uma mudança em relação aos trabalhos anteriores, afastando-se da eletrônica e do pop dançante para mergulhar no indie folk e no psicodélico. A instrumentação é dominada por violões, criando uma atmosfera mais orgânica. As letras exploram temas como solipsismo, escapismo de verão, a dualidade entre o lazer e a aversão à fama e à cultura de celebridades. Essa abordagem dividiu opiniões entre críticos, que elogiaram a maturidade vocal da cantora, mas questionaram a consistência da composição e o envolvimento emocional das letras.

Em sua essência, “Solar Power” reflete uma jornada pessoal durante o período da quarentena e pandemia, marcada pelo confronto com a própria identidade em meio a um cenário caótico. O álbum transita por um ciclo emocional de luto e busca por escapismo, até chegar a momentos de tentativa de reconciliação interior. Essa circularidade cria um efeito desconfortável e confuso que, de certa forma, espelha a experiência humana em tempos difíceis.

O tom do álbum é ambíguo, alternando entre a sinceridade e a sátira. Essa indecisão sobre como abordar os temas enfraquece a força do trabalho, pois não permite uma conexão emocional clara para o ouvinte. Apesar disso, essa falta de definição pode ser vista como um reflexo honesto das dúvidas e contradições da própria artista.

“Solar Power” também se afasta da busca de Lorde por verdades universais nas emoções humanas, optando por uma narrativa mais centrada em sua experiência pessoal, especialmente no contexto da fama. Isso gera situações que podem soar distantes para a maior parte do público, como a crítica à cultura das celebridades em faixas como “California”. É difícil se identificar com preocupações de quem já conquistou status e privilégios incomuns, mas essa é uma escolha artística que evidencia a dificuldade de lidar com a notoriedade.

Apesar dos pontos críticos, o álbum tem um charme especial, uma espécie de imperfeição que o torna genuíno e acessível. A obra pode não ser um manifesto ambiental ou uma introspecção profunda sobre a alma, mas é um retrato honesto e humano das contradições que permeiam a juventude e a fama.

No fim das contas, “Solar Power” funciona como um hino de definitivo para quem busca entender e aceitar suas próprias falhas e incertezas. A paciência e o esforço que Lorde transmite ao longo das músicas são um convite para que o ouvinte faça o mesmo consigo. Como ela encerra o álbum, a iluminação ainda não foi alcançada, mas a tentativa é o que importa. É um conselho valioso para todos nós que seguimos tentando, um dia de cada vez.

Nota: 75/100

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Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

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