Com uma proposta intrigante, a produção de “Maníaco do Controle” aposta em uma narrativa de horror psicológico e corporal para explorar temas de trauma, ansiedade e hereditariedade. A abordagem visual é um de seus pontos mais interessantes, com o design da criatura apostando em efeitos práticos que evocam uma estética de horror mais visceral. A atmosfera opressiva é complementada por um design de som imersivo, especialmente com os sons de arranhões que amplificam o desconforto e reforçam a presença ameaçadora do parasita.
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Kelly Marie Tran entrega uma performance intensa e convincente, demonstrando uma gama emocional que acompanha a deterioração mental e física da protagonista. Sua atuação sustenta o peso emocional da narrativa, evidenciando as nuances do terror psicológico. No entanto, a química com Miles Robbins, que interpreta seu marido, carece de autenticidade. A falta de conexão entre os personagens enfraquece os momentos de maior carga dramática, prejudicando a construção do relacionamento central da história.
Narrativamente, o longa enfrenta dificuldades ao tentar abarcar múltiplas metáforas sem um foco claro. A fragmentação temática dilui o impacto das mensagens sobre saúde mental, trauma geracional e autodestruição. Essa abordagem dispersa resulta em uma experiência confusa, tornando difícil para o espectador se envolver emocionalmente com as complexidades apresentadas.
A estrutura narrativa também sofre com um ritmo irregular. A introdução acelerada estabelece rapidamente a premissa, mas em contraste, o desenvolvimento subsequente se arrasta. O prolongamento de cenas e a falta de um clímax coeso contribuem para a sensação de um tempo de execução excessivo, mesmo com uma duração relativamente curta. A insistência em prolongar a trama quando a resolução já parece iminente evidencia uma falta de controle narrativo.
Outro ponto de crítica envolve o desfecho. Após sugerir um aprofundamento mais sombrio e psicológico, o filme opta por uma conclusão simplificada e previsível. A oportunidade de explorar a subjetividade da protagonista e questionar a percepção da realidade é desperdiçada em prol de um encerramento seguro e pouco impactante.
Ainda assim, os aspectos técnicos e as performances de destaque conferem ao longa um certo mérito. O design de som eficaz, os efeitos práticos bem executados e a atuação de Tran ajudam a manter o interesse ao longo da trama. Embora a execução tropece em sua ambição, o filme apresenta uma tentativa válida de explorar o horror como uma extensão das angústias humanas.
Com ajustes no roteiro e maior clareza na abordagem temática, “Maníaco do Controle” poderia ter atingido um impacto muito mais significativo. Como resultado, o que resta é uma experiência com momentos viscerais e desconfortantes, mas que deixa a sensação de um potencial não totalmente realizado.
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