O Maroon 5 chega ao oitavo álbum de estúdio e a sensação é de déjà-vu. “Love Is Like” tenta retomar um frescor criativo, mas o resultado mostra um grupo ainda preso à própria fórmula. A banda que um dia soou orgânica, com arranjos vivos e um equilíbrio natural entre pop e rock, hoje se apoia em uma estética altamente polida, desenhada para listas de reprodução e rádio, mas que dificilmente se sustenta como experiência artística.
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A narrativa em torno desse disco é clara: depois de anos de críticas sobre a dependência excessiva de Adam Levine e de produtores externos, a promessa era resgatar o espírito coletivo da banda. Há, sim, um leve esforço em deixar os outros membros respirarem criativamente, mas o produto final não transmite essa renovação com força suficiente. “Love Is Like” funciona mais como exercício de sobrevivência do que como obra que expande horizontes.
Tecnicamente, o álbum é competente. O Maroon 5 domina a linguagem pop e sabe estruturar músicas que fluem com facilidade. A produção tem brilho, as batidas são bem calibradas, os arranjos não apresentam falhas gritantes. Mas é justamente nessa competência que mora o problema: tudo parece excessivamente seguro, sem risco, sem tensão, sem aquele detalhe que chama o ouvinte para dentro da música. É um trabalho que desliza bem no ouvido, mas raramente se fixa na memória.
A voz de Adam Levine continua no centro, e embora ainda tenha presença, perdeu a capacidade de surpreender. Ele já não conduz a narrativa vocal como antes, ficando preso a interpretações que soam previsíveis. Esse é um álbum que tenta soar emocional sem de fato emocionar.
Há, no entanto, alguns lampejos que sinalizam uma banda tentando se reconectar com algo maior do que apenas o mercado. A produção traz momentos em que os instrumentos respiram um pouco mais, em que os arranjos parecem menos programados e mais humanos. É pouco, mas suficiente para mostrar que, no meio da repetição, ainda existe talento.
No geral, “Love Is Like” é um disco que cumpre a função de manter o Maroon 5 em circulação, mas não reposiciona a banda artisticamente. É melhor do que seus antecessores imediatos, mas essa melhora não significa reinvenção, apenas correção de rumo. O resultado é um álbum sólido, mas pouco inspirador, que revela mais sobre a estagnação criativa do grupo do que sobre seu potencial.
O Maroon 5 parece viver de promessas de retorno às origens, mas entrega sempre variações de um mesmo molde. “Love Is Like” confirma esse padrão. É pop de alto nível técnico, mas carente de personalidade, feito para agradar sem incomodar, mas incapaz de provocar de verdade.
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