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Crítica: “Merv”

Texto: Ygor Monroe
18 de dezembro de 2025
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

Existe um tipo muito específico de filme que entende seu lugar no mundo e, justamente por isso, decide existir sem pedir licença. “Merv” pertence a essa categoria. Um romance de fim de ano que sabe que jamais será lembrado por reinvenções narrativas ou por rupturas de linguagem, mas que aposta em algo cada vez mais raro no streaming contemporâneo: a ideia de conforto como proposta estética.

Crítica: "Merv"
Crítica: “Merv”

A premissa parte de uma separação. Russ e Anna encerram um relacionamento longo e, no meio do processo, descobrem que quem mais sofre com o rompimento é o cachorro que dividem. Merv, sensível, introspectivo e abatido, reage como quem sente falta de um lar inteiro. A veterinária oferece o diagnóstico mais simples e mais honesto possível. O cachorro sente. A partir daí, o filme desloca o centro emocional para um território curioso. A dor do fim vira pano de fundo para uma tentativa de reconstrução mediada por um animal, não por grandes diálogos ou epifanias artificiais.

A decisão de levar Merv para um retiro canino na Flórida durante as festas de fim de ano estabelece o tom do filme. “Merv” jamais pretende ser um estudo profundo sobre relacionamentos fracassados. Ele prefere observar o desgaste emocional de duas pessoas que ainda orbitam uma à outra, incapazes de romper totalmente o vínculo. O reencontro forçado cria situações previsíveis, diálogos conhecidos e conflitos baseados em falhas de comunicação. Tudo soa familiar porque é. E o filme não tenta disfarçar isso.

Zooey Deschanel e Charlie Cox sustentam a narrativa com uma química funcional. Nada aqui explode em faíscas memoráveis, mas também nada compromete a experiência. O problema surge quando o roteiro parece esquecer seu maior acerto. Merv, o personagem que dá nome ao filme, muitas vezes se dilui em meio ao arco romântico dos protagonistas. O cachorro observa, reage e simboliza, mas raramente conduz. Quando o filme se afasta demais dele, perde parte da sua identidade.

Ainda assim, existe algo de honesto na forma como “Merv” se apresenta. A narrativa é irregular, por vezes dispersa, e tenta equilibrar romance, comédia, drama relacional e clima natalino sem explorar profundamente nenhum desses caminhos. O resultado é um filme que gira vários pratos ao mesmo tempo, mas prefere mantê-los em movimento do que deixá-los cair. É cinema que funciona mais como companhia do que como discurso.

O conflito central, baseado na incapacidade de dois adultos conversarem com clareza sobre o que sentem, pode soar cansativo e pouco encantador. O roteiro estica decisões questionáveis para sustentar a duração e cria obstáculos artificiais que servem mais à estrutura do gênero do que aos personagens. Ainda assim, o carisma do elenco e a presença constante de Merv impedem que o filme se torne desagradável.

“Merv” encontra sua razão de existir na simplicidade. Ele não quer provocar reflexões profundas sobre amor, término ou amadurecimento emocional. Quer oferecer uma pausa. Um filme que entende o cansaço do espectador e decide oferecer leveza, mesmo tropeçando na própria indecisão narrativa. No fim, funciona como aquele tipo de experiência que não muda o dia, mas melhora o humor. E, para certos momentos do ano, isso basta.

“Merv”
Direção:
Jessica Swale
Elenco: Zooey Deschanel, Charlie Cox, Chris Redd
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: Charlie CoxChris ReddCríticaResenhaZooey Deschanel

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